Sarampo: Orientações do MS para Controle de Surtos

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021

Enunciado

Desde o ano de 2018, o Brasil voltou a conviver com surtos de sarampo em diversas localidades. Considerando essa informação, assinale a alternativa que apresenta uma das orientações do Ministério da Saúde para controlar esses surtos.

Alternativas

  1. A) Deve-se implementar a dose zero da vacina tríplice viral, incluindo todas as crianças menores de um ano de idade.
  2. B) Pessoas de um a 29 anos de idade que tenham registro documentado de uma dose de vacina tríplice viral não precisam receber doses adicionais.
  3. C) Gestantes em situação epidemiológica de risco podem receber a vacina tríplice viral.
  4. D) Indivíduos de trinta a 59 anos de idade não vacinados ou sem informação devem receber uma dose da vacina tríplice viral.
  5. E) Deve-se antecipar todo o esquema de vacinação para o sarampo, ou seja, a primeira dose aos seis meses de vida e a segunda dose aos doze meses de vida, considerando, assim, o esquema vacinal completo.

Pérola Clínica

Controle de surtos de sarampo: indivíduos 30-59 anos não vacinados/sem info → 1 dose da tríplice viral.

Resumo-Chave

Em surtos de sarampo, o Ministério da Saúde atualiza as recomendações de vacinação para ampliar a cobertura e conter a disseminação. Uma das estratégias é vacinar indivíduos de 30 a 59 anos que não possuem registro vacinal ou não se lembram de ter sido vacinados, garantindo que esta faixa etária também esteja protegida.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar de ser prevenível por vacinação, o Brasil enfrentou surtos significativos a partir de 2018, evidenciando a importância da manutenção de altas coberturas vacinais. A doença pode levar a complicações graves como pneumonia, encefalite e óbito, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. A epidemiologia do sarampo é marcada pela transmissão respiratória e alta infectividade. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos (febre, tosse, coriza, conjuntivite, manchas de Koplik e exantema maculopapular), e confirmado por exames laboratoriais (sorologia IgM). A suspeita deve ser alta em qualquer caso de exantema febril, especialmente em áreas com surtos ou baixa cobertura vacinal. O controle de surtos de sarampo exige uma resposta rápida e coordenada, com foco na vacinação. As orientações do Ministério da Saúde incluem a vacinação de bloqueio, a intensificação da vacinação de rotina e a ampliação da faixa etária para vacinação. Especificamente, indivíduos de 30 a 59 anos que não possuem registro vacinal ou não se lembram de ter sido vacinados devem receber uma dose da vacina tríplice viral. A dose zero para crianças de 6 a 11 meses é uma medida de proteção adicional em áreas de alto risco, mas não substitui o esquema vacinal regular (1ª dose aos 12 meses, 2ª dose aos 15 meses). Gestantes e imunocomprometidos têm contraindicações à vacina tríplice viral.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do sarampo?

O sarampo é caracterizado por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular que surge na face e se espalha pelo corpo, além das manchas de Koplik na mucosa oral, que são patognomônicas.

Qual a importância da vacinação de adultos durante surtos de sarampo?

A vacinação de adultos, especialmente aqueles sem histórico vacinal ou com esquema incompleto, é crucial para aumentar a imunidade de rebanho e interromper a cadeia de transmissão do vírus, contribuindo para o controle rápido dos surtos.

A vacina tríplice viral pode ser administrada em gestantes?

Não, a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é contraindicada para gestantes devido ao seu componente de vírus vivo atenuado. Mulheres em idade fértil devem ser orientadas a evitar a gravidez por 30 dias após a vacinação.

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