Descontinuação e Reinício da PrEP HIV: Orientações Essenciais

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020

Enunciado

No momento da decisão de descontinuação da PRÉ-EXPOSIÇÃO (PrEP) de risco à infecção pelo HIV, deve-se documentar o status sorológico da pessoa que estava em uso de PrEP, a adesão até então, as razões para descontinuidade do medicamento e situações de risco. Indique o item errado:

Alternativas

  1. A) Se a pessoa desejar reiniciar a profilaxia após um período de interrupção, não é necessário realizar novamente a abordagem inicial, verificar critérios de elegibilidade e reintroduzir o medicamento.
  2. B) Deve-se esclarecer, também, a importância de o usuário utilizar outros métodos preventivos e se testar regularmente para HIV e outras IST.
  3. C) Possibilidade de retomar o uso da PrEP, caso ainda ocorram ou voltem a ocorrer situações de maior chance de exposição ao HIV ou de utilizar a PEP em situações de exposições pontuais.
  4. D) A suspensão da PrEP em pessoas com doença hepática pelo HBV pode levar a descompensação hepática e óbito em pacientes cirróticos.

Pérola Clínica

Reiniciar PrEP após interrupção requer reavaliação completa de elegibilidade e sorologia HIV para segurança e eficácia.

Resumo-Chave

A descontinuação da PrEP exige documentação do status sorológico e aconselhamento sobre prevenção contínua. Para reiniciar a PrEP, é essencial repetir toda a abordagem inicial, incluindo a verificação dos critérios de elegibilidade e a realização de novos testes para HIV, para garantir a segurança e eficácia da profilaxia.

Contexto Educacional

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para HIV é uma estratégia eficaz de prevenção, mas sua descontinuação e reinício exigem atenção e seguimento rigorosos. No momento da descontinuação, é imperativo documentar o status sorológico do HIV, a adesão prévia e as razões para a interrupção, além de reforçar a importância de outras medidas preventivas e testagem regular para HIV e outras ISTs. Um ponto crítico é que, se a pessoa desejar reiniciar a PrEP após um período de interrupção, é fundamental que toda a abordagem inicial seja refeita. Isso inclui a verificação dos critérios de elegibilidade, a avaliação de novas exposições de risco e, crucialmente, a realização de novos testes para HIV. Essa reavaliação garante que o indivíduo não tenha se infectado durante o período sem PrEP e que a profilaxia seja reintroduzida de forma segura e eficaz. Além disso, é vital alertar sobre a particularidade da descontinuação da PrEP em pessoas com coinfecção pelo vírus da hepatite B (HBV). Como o tenofovir, um dos componentes da PrEP, também é ativo contra o HBV, sua suspensão pode precipitar uma reativação da hepatite B, com risco de descompensação hepática, especialmente em pacientes cirróticos. Residentes devem estar cientes desses detalhes para oferecer um aconselhamento completo e seguro.

Perguntas Frequentes

Quais informações devem ser documentadas ao descontinuar a PrEP HIV?

Ao descontinuar a PrEP, deve-se documentar o status sorológico atual da pessoa para HIV, a adesão ao medicamento até aquele momento, as razões para a interrupção e as situações de risco que levaram à decisão.

É necessário realizar nova abordagem inicial ao reiniciar a PrEP após interrupção?

Sim, é absolutamente necessário realizar novamente toda a abordagem inicial, verificar os critérios de elegibilidade e reintroduzir o medicamento, incluindo a realização de novos testes para HIV, para garantir a segurança e eficácia da profilaxia.

Quais são os riscos da suspensão da PrEP em pessoas com coinfecção por HBV?

Em pessoas com coinfecção pelo vírus da hepatite B (HBV), a suspensão da PrEP que contém tenofovir pode levar à reativação da hepatite B, com risco de descompensação hepática e óbito em pacientes cirróticos, exigindo monitoramento e manejo adequados.

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