HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Recém-nascido, 35 semanas de idade gestacional, parto cesáreo por indicação materna, Apgar de 6 e 8 no primeiro e quinto minutos. Com 10 minutos de vida, após realização dos procedimentos de reanimação, inicia desconforto respiratório com taquipneia, gemido expiratório, leve retração subcostal e intercostal, batimento de asa de nariz e cianose. Saturação de oxigênio pré-ductal: 90%, FC: 115: bpm e FR: 78 irpm. Entre as seguintes condutas, a melhor para este paciente neste momento é:
Prematuro com desconforto respiratório moderado/grave e Sat O2 < 90% após reanimação → CPAP nasal (pressão contínua nas vias aéreas).
O recém-nascido prematuro com desconforto respiratório persistente e saturação de oxigênio limítrofe, mesmo após reanimação inicial, beneficia-se de suporte respiratório com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP). Esta medida ajuda a manter os alvéolos abertos, melhora a oxigenação e reduz o trabalho respiratório, sendo preferível à ventilação invasiva em casos de desconforto moderado.
O desconforto respiratório é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, especialmente em recém-nascidos prematuros. A avaliação rápida e a intervenção adequada são cruciais. A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), causada pela deficiência de surfactante pulmonar e imaturidade pulmonar, é a etiologia mais comum em prematuros, manifestando-se com taquipneia, gemido, retrações e cianose. Após a reanimação inicial, a persistência do desconforto respiratório em um prematuro exige suporte respiratório. A pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é a modalidade de escolha para a maioria dos recém-nascidos prematuros com desconforto respiratório moderado a grave. O CPAP ajuda a manter a capacidade residual funcional, previne o colapso alveolar, melhora a complacência pulmonar e a oxigenação, reduzindo a necessidade de intubação e ventilação mecânica invasiva. A indicação de CPAP deve ser precoce, especialmente em prematuros com idade gestacional < 37 semanas que apresentam sinais de desconforto respiratório e necessitam de oxigênio suplementar. A monitorização contínua da saturação de oxigênio e da frequência respiratória é essencial. O surfactante exógeno pode ser considerado em casos de SDR mais grave ou falha do CPAP, mas a intubação para sua administração deve ser evitada se o CPAP for eficaz.
Os sinais incluem taquipneia (FR > 60 irpm), gemido expiratório, retrações (subcostal, intercostal, supraesternal), batimento de asa de nariz e cianose. A gravidade é avaliada pela presença e intensidade desses sinais.
O CPAP é indicado para recém-nascidos com desconforto respiratório moderado a grave, que persistem com taquipneia, gemido, retrações ou cianose, e que necessitam de oxigênio suplementar para manter a saturação alvo, especialmente em prematuros.
A taquipneia transitória é geralmente autolimitada, melhora em 24-48h e é comum em RN a termo ou pré-termo tardios. A síndrome do desconforto respiratório, mais comum em prematuros, é causada pela deficiência de surfactante, é mais grave e prolongada, e pode exigir CPAP ou ventilação mecânica.
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