UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Paciente feminina, com doença hepática crônica de etiologia alcoólica, compensada previamente, procura serviço de saúde por apresentar aumento do volume abdominal de início há uma semana e edema de membros inferiores. Refere que abandonou seguimento com seu médico hepatologista há pelo menos 1 ano, sem ter exames recentes. Não faz uso de nenhuma medicação continua e afirma estar ingerindo, pelo menos, 2 latas de cerveja ao dia. Nega alterações do sono, nega hematêmese ou melena.Em relação ao quadro descrito acima, assinale a alternativa CORRETA:
Descompensação hepática → investigar causas como trombose de veia porta e CHC, além de reativação etílica.
Em pacientes com doença hepática crônica compensada que descompensam subitamente com ascite e edema, é crucial investigar fatores precipitantes. Trombose de veia porta e carcinoma hepatocelular são causas importantes de descompensação que exigem diagnóstico e manejo específicos, além da reavaliação da etiologia e adesão ao tratamento.
A descompensação hepática em pacientes com doença hepática crônica, como a cirrose alcoólica, é um evento grave que marca a progressão da doença e está associada a pior prognóstico. As principais manifestações incluem ascite, encefalopatia hepática, hemorragia varicosa e icterícia. É crucial identificar os fatores precipitantes para um manejo adequado e oportuno. A avaliação inicial de um paciente com ascite deve incluir a paracentese diagnóstica para análise do líquido ascítico, incluindo contagem celular, cultura, proteínas e albumina para cálculo do GASA. O GASA é o principal indicador para diferenciar ascite por hipertensão portal (GASA ≥ 1,1 g/dL) de outras causas. Além disso, é imperativo investigar causas secundárias de descompensação, como infecções (peritonite bacteriana espontânea), sangramento gastrointestinal, uso de nefrotóxicos e, como destacado na questão, trombose de veia porta e carcinoma hepatocelular. O tratamento da ascite por cirrose envolve restrição de sódio, diuréticos (espironolactona e furosemida), e em casos refratários, paracentese de grande volume ou TIPS. A identificação de trombose de veia porta ou CHC requer abordagens específicas, como anticoagulação ou tratamento oncológico, respectivamente. A reavaliação do consumo de álcool e a adesão ao tratamento são fundamentais para o manejo a longo prazo e a prevenção de novas descompensações.
Os sinais de descompensação hepática incluem ascite de novo início ou piora, edema de membros inferiores, encefalopatia hepática, hemorragia varicosa e icterícia.
A trombose de veia porta aumenta a hipertensão portal, piorando a ascite e o risco de sangramento. O CHC, além de ser uma massa ocupante, pode comprometer a função hepática residual e induzir descompensação.
O GASA (Gradiente Albumina Soro-Ascite) é fundamental para diferenciar a ascite por hipertensão portal (GASA ≥ 1,1 g/dL) de outras causas (GASA < 1,1 g/dL), guiando a investigação etiológica.
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