Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
A principal causa de descompensação na DPOC é:
DPOC descompensada → Infecção respiratória (viral/bacteriana) é a causa mais comum.
A exacerbação da DPOC é frequentemente desencadeada por infecções do trato respiratório, que levam a um aumento da inflamação das vias aéreas, produção de muco e broncoespasmo, piorando os sintomas respiratórios e a função pulmonar.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória progressiva e debilitante, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição significativa a partículas ou gases nocivos, como a fumaça do tabaco. As exacerbações agudas da DPOC representam um evento clínico grave, com piora dos sintomas respiratórios que exige mudança na medicação habitual, sendo uma das principais causas de hospitalização e mortalidade em pacientes com a doença. A fisiopatologia da exacerbação da DPOC envolve um aumento da inflamação das vias aéreas, broncoespasmo e hipersecreção de muco, levando a um maior aprisionamento de ar e dificuldade respiratória. A principal causa dessas exacerbações é a infecção do trato respiratório, seja viral (rinovírus, influenza) ou bacteriana (Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae, Moraxella catarrhalis). O diagnóstico baseia-se na história clínica de piora dos sintomas e no exame físico, que pode revelar sibilância, roncos e uso de musculatura acessória. O tratamento das exacerbações visa aliviar os sintomas, melhorar a função pulmonar e prevenir futuras ocorrências. Inclui o uso de broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e, quando há evidência de infecção bacteriana, antibióticos. A oxigenoterapia é crucial para pacientes com hipoxemia. O prognóstico depende da gravidade da exacerbação e da presença de comorbidades, sendo fundamental a educação do paciente sobre a prevenção e o reconhecimento precoce dos sintomas.
Os sinais incluem aumento da dispneia, tosse, produção de escarro e/ou mudança na cor do escarro, sibilância e opressão torácica.
A conduta inicial envolve broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos, oxigenoterapia se necessário e, em casos de infecção bacteriana, antibióticos.
A presença de febre, aumento da purulência do escarro e leucocitose sugere infecção, embora a confirmação possa exigir culturas e exames de imagem.
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