CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Ao tentar diferenciar um descolamento de retina regmatogênico de uma retinosquise, observamos:
Descolamento de retina = Bolsão móvel na indentação; Retinosquise = Bolsão rígido/imóvel.
O descolamento de retina envolve o acúmulo de fluido no espaço sub-retiniano, conferindo mobilidade ao tecido, enquanto a retinosquise é uma clivagem intra-retiniana fixa.
A diferenciação entre descolamento de retina regmatogênico e retinosquise é um desafio clássico na oftalmologia. O descolamento regmatogênico é uma emergência cirúrgica causada por uma ruptura na retina que permite a passagem de vítreo para o espaço sub-retiniano. A retinosquise degenerativa é frequentemente bilateral, assintomática e localizada na periferia temporal inferior, raramente progredindo para descolamento. O sinal da 'marca de laser' (laser burns) também ajuda: o laser 'pega' na retinosquise (pois o EPR está colado), mas não no descolamento (pois o tecido está longe do EPR).
Durante a oftalmoscopia indireta, a indentação escleral permite observar a mobilidade da retina. No descolamento regmatogênico, a retina 'flutua' e se move com a manobra. Já na retinosquise, as camadas estão separadas internamente, mas a estrutura é tensa e imóvel.
A retinosquise geralmente produz um escotoma absoluto (perda total de visão na área afetada) devido à interrupção das conexões neuronais intra-retinianas. No descolamento de retina, o escotoma é frequentemente relativo, pois os fotorreceptores podem manter alguma função residual temporária.
O OCT (Tomografia de Coerência Óptica) mostra a separação (clivagem) das camadas da retina sensorial, geralmente na camada plexiforme externa. No descolamento, o OCT mostra a separação completa da retina neurossensorial do epitélio pigmentado da retina (EPR).
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