CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Em relação ao descolamento regmatogênico de retina nos pacientes submetidos a facectomia, podemos afirmar
~1/3 dos descolamentos de retina regmatogênicos ocorrem em olhos submetidos a facectomia.
A cirurgia de catarata é um fator de risco significativo para o descolamento de retina regmatogênico, contribuindo para uma parcela considerável dos casos na população geral.
O descolamento de retina regmatogênico (DRR) pós-facectomia é mediado por alterações na dinâmica do humor vítreo após a remoção do cristalino. A substituição de uma lente natural espessa por uma lente intraocular fina aumenta o volume disponível para o vítreo, favorecendo o descolamento do vítreo posterior (DVP) e a formação de roturas retinianas. A identificação de roturas é possível em cerca de 70-80% dos casos pseudofácicos, um valor ligeiramente inferior aos olhos fácicos devido a dificuldades de visualização da periferia extrema pela presença da LIO e remanescentes capsulares.
Estudos epidemiológicos indicam que aproximadamente 30% a 40% (cerca de 1/3) de todos os casos de descolamento de retina regmatogênico ocorrem em pacientes que já foram submetidos à cirurgia de catarata (pseudofácicos ou afácicos).
Os principais fatores incluem alta miopia, ruptura da cápsula posterior com perda vítrea durante a cirurgia, sexo masculino, idade mais jovem na época da cirurgia e realização de capsulotomia posterior com Nd:YAG laser.
Embora o risco seja maior nos primeiros meses e anos, ele permanece estatisticamente superior ao de olhos fácicos por até duas décadas. Cerca de metade dos casos ocorre nos primeiros 2 anos, mas a outra metade ocorre tardiamente.
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