CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Paciente com história de fotopsias seguida de perda de campo visual na região nasal inferior tem provavelmente um descolamento de retina localizado na região:
Defeito de campo visual é SEMPRE inverso à localização anatômica do descolamento de retina.
Devido à inversão da imagem pelas lentes do olho, um descolamento na região temporal superior projeta um defeito visual no campo nasal inferior.
O descolamento de retina regmatogênico é causado por uma rotura retiniana que permite a passagem de fluido do vítreo para o espaço sub-retiniano. A anamnese cuidadosa sobre a localização inicial da 'mancha' ou 'cortina' ajuda o oftalmologista a priorizar a busca por roturas em quadrantes específicos durante o exame físico. Pacientes com alta miopia, trauma ocular ou cirurgias prévias de catarata estão em maior risco. O reconhecimento precoce dos sintomas premonitórios (fotopsias e moscas volantes) pode permitir o tratamento da rotura com laser antes que o descolamento se instale.
O sistema óptico do olho (córnea e cristalino) funciona como uma lente convergente que projeta a imagem invertida na retina. Assim, a luz proveniente do campo visual superior atinge a retina inferior, e a luz do campo nasal atinge a retina temporal. Quando uma área da retina se descola e perde função, o escotoma resultante será percebido no campo visual oposto à localização anatômica da lesão.
Fotopsias são percepções de flashes de luz sem estímulo luminoso externo. Elas ocorrem devido à tração mecânica exercida pelo vítreo sobre a retina. Na presença de fotopsias seguidas por uma 'cortina' ou sombra no campo visual, a suspeita de descolamento de retina regmatogênico é altíssima, exigindo exame de mapeamento de retina imediato com depressão escleral.
O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais breve possível, especialmente se a mácula ainda estiver colada ('macula-on'). As técnicas incluem retinopexia pneumática, introflexão escleral ou vitrectomia posterior via pars plana, dependendo da localização, número de roturas e presença de vitreorretinopatia proliferativa.
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