HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Uma das principais causas de hemorragias no 3º trimestre de gestação é o descolamento prematuro de placenta normoinserida. Ao analisar essa situação, pode-se concluir que:
DPPNI → dor abdominal súbita, sangramento escuro, hipertonia uterina e sofrimento fetal.
O descolamento prematuro de placenta normoinserida (DPPNI) é uma emergência obstétrica caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro e hipertonia uterina, frequentemente associado a sofrimento fetal e risco materno de coagulopatia.
O descolamento prematuro de placenta normoinserida (DPPNI) é uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre da gestação, representando uma emergência obstétrica grave com alta morbimortalidade materna e perinatal. Caracteriza-se pela separação total ou parcial da placenta de seu sítio de implantação normal no útero, antes do nascimento do feto. Fatores de risco incluem hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. Clinicamente, o DPPNI manifesta-se por dor abdominal súbita e de intensidade variável, que pode ser localizada ou difusa, acompanhada de sangramento vaginal de coloração escura (embora possa ser oculto em até 20% dos casos). O útero frequentemente apresenta hipertonia e hipersensibilidade à palpação ("útero em tábua"). O sofrimento fetal agudo é comum devido à interrupção do fluxo sanguíneo placentário, manifestado por alterações na cardiotocografia. O diagnóstico é eminentemente clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar na confirmação e exclusão de placenta prévia. O tratamento é a interrupção imediata da gestação, geralmente por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal e complicações maternas como coagulopatia de consumo (CIVD) e choque hipovolêmico. A conduta rápida e adequada é crucial para otimizar os desfechos maternos e fetais.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de coloração escura, hipertonia uterina (útero "em tábua"), sofrimento fetal agudo e, em casos graves, choque hipovolêmico materno.
O DPPNI se diferencia da placenta prévia pela presença de dor abdominal intensa, útero hipertônico e sangramento escuro. A placenta prévia, por outro lado, geralmente cursa com sangramento indolor, rutilante e útero relaxado.
As complicações maternas incluem choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (CIVD), insuficiência renal aguda e histerectomia. As complicações fetais são sofrimento fetal agudo, prematuridade e óbito fetal.
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