Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
Gestante de 32 anos, idade gestacional de 34 semanas, Gesta 3 Para 2 (cesáreas), hipertensa crônica usuária de metildopa 500 mg via oral de 6 em 6 horas, tabagista 15 cigarros por dia, deu entrada na maternidade com quadro compatível com descolamento prematuro de placenta (DPP). Neste caso, apesar de haver uma conjunção de fatores, o principal fator de risco para o DPP é:
DPP + HAS crônica → Hipertensão é o principal fator de risco.
A hipertensão arterial crônica é o fator de risco mais consistentemente associado ao descolamento prematuro de placenta (DPP), aumentando significativamente o risco devido às alterações vasculares e placentárias que provoca, como a má perfusão e a fragilidade dos vasos deciduais.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma complicação obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. É uma das principais causas de hemorragia do terceiro trimestre e está associada a alta morbimortalidade materna e perinatal. A identificação e manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção e o diagnóstico precoce. A fisiopatologia do DPP frequentemente envolve um processo de isquemia e necrose decidual, resultando em hemorragia nos vasos uteroplacentários e separação da placenta. A hipertensão arterial, seja crônica ou induzida pela gestação (pré-eclâmpsia), é o fator de risco mais consistentemente associado, devido ao dano vascular que provoca. Outros fatores incluem tabagismo, uso de substâncias ilícitas (cocaína), traumatismo abdominal, multiparidade, idade materna avançada e história prévia de DPP. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina, e confirmado por ultrassonografia, embora esta possa não ser conclusiva em todos os casos. O tratamento é a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, dependendo da idade gestacional, condição materna e fetal. O manejo visa estabilizar a mãe, monitorar o feto e prevenir complicações como coagulopatia e choque hipovolêmico.
Os sinais e sintomas clássicos incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina, contrações uterinas frequentes e sofrimento fetal.
A hipertensão causa alterações vasculares na placenta e nos vasos deciduais, levando à isquemia, necrose e fragilidade vascular, o que predispõe ao descolamento da placenta da parede uterina.
Além da hipertensão, outros fatores importantes são tabagismo, uso de cocaína, traumatismo abdominal, polidramnio, idade materna avançada, multiparidade, ruptura prematura de membranas e história prévia de DPP.
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