Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
O descolamento prematuro da placenta (DPP) é a separação intempestiva da placenta implantada no corpo uterino, antes do nascimento, após a 20ª semana de gestação. É uma causa importante e potencialmente grave de sangramento vaginal na segunda metade da gravidez, com elevada morbidade materna e fetal. Sobre essa ocorrência, é CORRETO afirmar:
DPP → Sangramento escuro + Dor abdominal súbita + Hipertonia uterina + Sofrimento fetal.
O descolamento prematuro da placenta é uma emergência clínica onde a hipertensão (especialmente a pré-eclâmpsia) é o principal fator etiológico, exigindo diagnóstico clínico rápido para reduzir a morbidade.
O Descolamento Prematuro da Placenta (DPP) representa uma das principais causas de sangramento na segunda metade da gestação, ocorrendo em cerca de 1% das gravidezes. Sua gravidade reside na interrupção abrupta da troca gasosa e nutricional entre mãe e feto, além do risco de coagulopatia de consumo (CID) na gestante devido à liberação de tromboplastina tecidual na circulação materna. Clinicamente, o quadro se manifesta por dor abdominal intensa, taquissistolia que evolui para hipertonia e, frequentemente, sofrimento fetal agudo. O manejo depende da idade gestacional e da estabilidade hemodinâmica. Em fetos vivos e viáveis, a via de parto de escolha costuma ser a cesariana de emergência, a menos que o parto vaginal seja iminente. A vigilância rigorosa da coagulação e do tônus uterino no pós-parto é crucial.
A hipertensão arterial, em suas diversas formas (crônica ou gestacional/pré-eclâmpsia), é o fator de risco mais importante e comum associado ao descolamento prematuro da placenta. A fisiopatologia envolve alterações vasculares na interface decíduo-placentária que predispõem à ruptura de vasos e formação de hematoma retroplacentário.
O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de sangramento vaginal (geralmente escuro), dor abdominal súbita e hipertonia uterina (útero lenhoso). A ultrassonografia possui baixa sensibilidade para detectar o descolamento agudo, servindo mais para excluir outras causas de sangramento, como placenta prévia.
Também conhecida como útero de Couvelaire ou apoplexia uteroplacentária, ocorre quando o sangue do hematoma retroplacentário infiltra o miométrio e a serosa uterina. Isso pode levar à hipotonia ou atonia uterina pós-parto, aumentando significativamente o risco de hemorragia puerperal grave e necessidade de histerectomia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo