Descolamento Prematuro de Placenta: Diagnóstico e Manejo

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

Primigesta na 37 semana de gestação, é trazida ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal há 1 hora. Ao exame, PA: 74 x 32 mmHg, altura uterina de 32 cm, tônus uterino aumentado, ausência de batimentos cardíacos fetais, colo impérvio, cefálico, presença de pequena quantidade de sangue no canal vaginal. A hipótese diagnóstica mais provável é

Alternativas

  1. A) iminência de rotura uterina.
  2. B) placenta prévia marginal.
  3. C) placenta prévia centro-total.
  4. D) rotura de vasa prévia.
  5. E) descolamento prematuro de placenta.

Pérola Clínica

DPP: dor abdominal súbita, sangramento vaginal, útero hipertônico, ausência de BCF, choque.

Resumo-Chave

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser oculto), hipertonia uterina e sofrimento fetal agudo ou óbito fetal. A hipotensão materna e a ausência de batimentos cardíacos fetais (BCF) são achados graves que indicam um descolamento extenso e risco iminente para a mãe.

Contexto Educacional

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma condição que coloca em risco tanto a vida da mãe quanto a do feto, sendo uma das principais causas de mortalidade perinatal e morbidade materna grave. O quadro clínico clássico do DPP inclui dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser discreto ou ausente em casos de descolamento oculto), hipertonia uterina (útero "em tábua"), e alterações na vitalidade fetal, que podem variar de sofrimento fetal agudo a óbito fetal. A paciente pode apresentar sinais de choque hipovolêmico, como hipotensão e taquicardia, desproporcionais ao sangramento vaginal externo, devido à hemorragia retroplacentária. A ausência de batimentos cardíacos fetais, como no caso, indica um descolamento extenso e óbito fetal. O diagnóstico é clínico e a conduta é uma emergência. A estabilização hemodinâmica materna é prioritária, com acesso venoso calibroso e reposição volêmica. A resolução da gestação, geralmente por cesariana de emergência, é a medida mais eficaz para salvar a vida da mãe e, se possível, do feto. Complicações maternas incluem choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (CIVD), insuficiência renal aguda e histerectomia. O conhecimento rápido dos sinais e sintomas do DPP é crucial para o residente, permitindo uma intervenção precoce e melhorando os desfechos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos do descolamento prematuro de placenta (DPP)?

Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser escuro e em pequena quantidade se for oculto), hipertonia uterina ("útero em tábua"), sofrimento fetal agudo ou ausência de batimentos cardíacos fetais, e sinais de choque materno.

Como diferenciar o DPP de outras causas de sangramento no terceiro trimestre, como a placenta prévia?

O DPP é caracterizado por dor abdominal intensa, útero hipertônico e, frequentemente, comprometimento fetal. A placenta prévia, por outro lado, geralmente causa sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, com útero relaxado e bom estado fetal, a menos que haja sangramento maciço.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de descolamento prematuro de placenta?

A conduta inicial é estabilização hemodinâmica materna (acesso venoso, fluidos, monitoramento), avaliação fetal (BCF), e resolução da gestação, geralmente por cesariana de emergência, devido ao risco de óbito fetal e complicações maternas como coagulopatia.

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