Descolamento Prematuro de Placenta: Conduta no Parto

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Gestante de 22 anos, que mora na rua, chega para consulta com idade gestacional desconhecida, não fez pré-natal e relata dor em baixo ventre. Ao exame PA: 150/100 mmHg, FC: 100 bpm, AU: 33 cm, BCF: 160/min. Útero com tônus aumentado, sem relaxamento. Toque: colo pérvio para 8 cm, bolsa tensa.Assinale a CORRETA sobre a conduta para essa paciente.

Alternativas

  1. A) A via de parto deve ser cesariana devido aos riscos da própria doença em curso, diminuindo os riscos maternos e fetais.
  2. B) Deve ser indicado fórcipe de alívio por exaustão materna e para nascimento mais rápido.
  3. C) Se paciente multípara, deve-se aguardar o parto vaginal e monitorar atentamente o tônus uterino no pós-parto.
  4. D) A via de parto deve ser cesariana, pois assim será possível avaliar melhor os graus de acretismo placentário.
  5. E) A via de parto via vaginal estaria indicada somente se o feto estivesse em óbito.

Pérola Clínica

DPP com dilatação avançada e feto vivo → Parto vaginal pode ser a via mais rápida, com monitoramento rigoroso de atonia pós-parto.

Resumo-Chave

Em casos de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) com dilatação cervical avançada (8 cm) e feto vivo, especialmente em multíparas, o parto vaginal pode ser a via mais rápida e segura. É fundamental monitorar o tônus uterino no pós-parto devido ao alto risco de atonia uterina e hemorragia.

Contexto Educacional

O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, com fatores de risco incluindo hipertensão arterial, trauma abdominal e uso de substâncias. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é vital para um manejo adequado. A apresentação clínica clássica envolve dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser oculto) e hipertonia uterina, o que confere ao útero uma consistência "em tábua". O diagnóstico é clínico, e a ultrassonografia pode auxiliar, mas não exclui o DPP. A avaliação da vitalidade fetal e da dilatação cervical são cruciais para definir a conduta. A via de parto no DPP é um ponto crítico. Se o feto está vivo e a dilatação cervical é avançada, o parto vaginal pode ser a via mais rápida e segura, especialmente em multíparas. Contudo, em casos de sofrimento fetal grave, dilatação incipiente ou instabilidade materna, a cesariana de emergência é imperativa. Independentemente da via, o risco de hemorragia pós-parto por atonia uterina é elevado, exigindo monitoramento rigoroso e manejo proativo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos do Descolamento Prematuro de Placenta (DPP)?

Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal (nem sempre presente), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero "em tábua") e, em casos graves, sofrimento fetal ou óbito fetal.

Qual a via de parto preferencial em casos de DPP?

A via de parto depende da condição materna e fetal, da idade gestacional e da dilatação cervical. Se o feto está vivo e o parto vaginal é iminente (dilatação avançada), o parto vaginal pode ser preferível. Caso contrário, a cesariana de emergência é indicada.

Por que o monitoramento do tônus uterino é crucial no pós-parto após DPP?

O monitoramento é crucial devido ao alto risco de atonia uterina e hemorragia pós-parto. O útero, que esteve hiperestimulado e contraído durante o DPP, pode ter dificuldade em contrair-se adequadamente após o parto, levando a sangramento excessivo.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo