HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Multípara de 36 semanas refere intensa dor abdominal há 30 minutos, com sangramento vaginal vivo que começou há cerca de 15 minutos. Ao exame, a pressão arterial é normal, a frequência cardíaca fetal é de 60bpm, o colo está pérvio para 5cm e a bolsa é íntegra. O útero encontra-se hipertônico. Há sangue na vagina em moderada quantidade, saindo do colo do útero. Um dos diagnósticos e a conduta são, respectivamente.
DPP: Dor abdominal + sangramento + útero hipertônico + sofrimento fetal → Cesariana de emergência.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada por dor abdominal intensa, sangramento vaginal, útero hipertônico e, frequentemente, sofrimento fetal (bradicardia fetal). A conduta é a interrupção imediata da gestação, geralmente por cesariana, devido ao risco materno e fetal.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma complicação obstétrica grave, caracterizada pela separação total ou parcial da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre e está associada a alta morbimortalidade materna e perinatal. O quadro clínico típico inclui dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser oculto), hipertonia uterina (útero "em tábua") e, frequentemente, sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou taquicardia. Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína e trauma abdominal. O diagnóstico é clínico e a conduta é uma emergência obstétrica. A prioridade é a estabilização hemodinâmica materna e a interrupção imediata da gestação, preferencialmente por cesariana, especialmente na presença de sofrimento fetal ou instabilidade materna. A amniotomia pode ser considerada em casos selecionados para acelerar o parto vaginal, mas a cesariana é a via de parto mais comum e segura na maioria dos casos de DPP grave.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, útero hipertônico e doloroso à palpação, e sinais de sofrimento fetal (como bradicardia ou taquicardia fetal).
A conduta imediata é a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, devido ao risco de hemorragia materna e hipóxia fetal. Deve-se estabilizar a paciente e monitorar o feto.
DPP cursa com dor, útero hipertônico e sofrimento fetal, enquanto placenta prévia causa sangramento indolor, útero normotônico e, inicialmente, sem sofrimento fetal.
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