HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Paciente, G4P2C1A, gestante de 33 semanas pela data da última menstruação, compareceu a apenas duas consultas de pré-natal, não realizou nenhuma ecografia e informa ser usuária de drogas ilícitas. Chega ao prontosocorro relatando dor abdominal de forte intensidade, súbita, seguida de sangramento vaginal em pequena quantidade. Ao exame obstétrico: altura uterina = 31 cm, dor à palpação de abdômen,tônus uterino aumentado, batimentos cardíacos fetais = 176 bpm. Exame especular: sangramento escuro em pequena quantidade fluindo pelo colo uterino. Qual a hipótese diagnóstica?
Gestante 33s + dor súbita + sangramento escuro + útero hipertônico + taquicardia fetal → Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
O quadro clínico de dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, útero hipertônico e taquicardia fetal em uma gestante com fatores de risco (uso de drogas ilícitas, pré-natal inadequado) é altamente sugestivo de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP), uma emergência obstétrica.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico precoce e a intervenção imediata são cruciais para o prognóstico. O quadro clínico típico de DPP, como o apresentado na questão, inclui dor abdominal súbita e de forte intensidade, sangramento vaginal (que pode ser escuro e em pequena quantidade se o descolamento for marginal ou se houver coágulos), e hipertonia uterina, que se manifesta como um útero doloroso e endurecido à palpação ("útero em tábua"). A taquicardia fetal (BCF > 160 bpm) pode ser um sinal inicial de sofrimento fetal, que pode evoluir para bradicardia se o descolamento for extenso. Fatores de risco como pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, tabagismo, uso de drogas ilícitas (especialmente cocaína) e trauma abdominal aumentam a probabilidade de DPP. A conduta diante da suspeita de DPP é uma emergência. A estabilização materna, monitorização fetal contínua e a avaliação da necessidade de interrupção da gestação (geralmente por cesariana, dependendo da vitalidade fetal e do estado materno) são prioritárias. Para residentes, é fundamental reconhecer rapidamente essa condição e iniciar o manejo adequado para minimizar os riscos para mãe e feto.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, hipertonia uterina (útero "em tábua"), e alterações na frequência cardíaca fetal, como taquicardia ou bradicardia.
Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica ou pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína, polidramnio, idade materna avançada e história prévia de DPP.
A DPP geralmente apresenta dor abdominal intensa, útero hipertônico e sangramento escuro, enquanto a placenta prévia tipicamente cursa com sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e útero relaxado.
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