HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Com relação ao descolamento prematuro de placenta, é possível dizer que:
DPP grave → Cesariana urgente para evitar coagulopatia e salvar feto/mãe.
Em casos de descolamento prematuro de placenta grave, a cesariana é frequentemente a via de parto de escolha devido ao risco iminente de sofrimento fetal agudo e coagulopatia materna, que pode se instalar rapidamente.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto, após a 20ª semana de gestação. É uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína e multiparidade. A epidemiologia varia, mas sua ocorrência é um indicador de risco gestacional. O diagnóstico é clínico, com sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina e sofrimento fetal. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos deciduais, levando à formação de um hematoma retroplacentário. A ultrassonografia pode auxiliar, mas um exame normal não exclui o diagnóstico. A suspeita deve ser alta em gestantes com os fatores de risco e sintomas clássicos. O tratamento é a interrupção imediata da gravidez, geralmente por cesariana, especialmente se houver comprometimento fetal ou instabilidade materna, devido ao risco de coagulopatia de consumo (CID) e choque hipovolêmico. A hidratação agressiva e a monitorização hemodinâmica são cruciais. O prognóstico depende da gravidade do descolamento, da idade gestacional e da rapidez da intervenção.
Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína, multiparidade e história prévia de DPP.
A cesariana é indicada na maioria dos casos de DPP, especialmente quando há sofrimento fetal, instabilidade hemodinâmica materna ou descolamento grave, para garantir a segurança da mãe e do feto.
O útero de Couvelaire é a infiltração de sangue no miométrio, tornando o útero edemaciado e cianótico. É uma complicação grave do DPP, indicando hemorragia retroplacentária extensa e risco de atonia uterina pós-parto.
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