UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Multípara, 32 anos, com 32 semanas, refere cefaleia leve, mal-estar geral e dor abdominal intensa há cerca de 2 horas. PA = 140 x 90 mmHg, edema de membros inferiores, BCF = 170 bpm, AU = 32 cm, hipertonia uterina, colo parcialmente apagado e dilatado 9,0 cm; ausência de sangramento genital. A conduta acertada será
DPP com feto vivo e dilatação avançada → amniotomia para acelerar + parto pela via mais rápida (geralmente vaginal).
Em um quadro de dor abdominal súbita, hipertonia uterina e sofrimento fetal, a principal suspeita é Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). A resolução do quadro é o parto, e a via dependerá da vitalidade fetal e das condições obstétricas maternas.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto, sendo uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial, trauma abdominal, tabagismo e história de DPP anterior. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal súbita, sangramento vaginal (embora possa ser oculto em 20% dos casos) e hipertonia uterina. O diagnóstico é primariamente clínico. A presença de sofrimento fetal agudo, evidenciado por alterações na cardiotocografia como taquicardia fetal seguida de bradicardia, é um sinal de alarme que exige ação imediata. A conduta no DPP com feto vivo é a interrupção da gestação pela via mais rápida. Em pacientes com dilatação avançada e parto vaginal iminente, a amniotomia é realizada para acelerar o processo. Se o parto vaginal não for iminente, a cesariana de emergência é indicada. Medidas de suporte materno, como monitorização hemodinâmica e reposição volêmica, são cruciais.
A tríade clássica é: dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de cor escura (pode estar ausente no DPP oculto) e hipertonia uterina. Sofrimento fetal agudo é um achado comum e grave.
A conduta é a interrupção imediata da gestação. Se o parto vaginal for iminente (dilatação avançada), realiza-se amniotomia para acelerar. Caso contrário, a cesariana de emergência é a via de escolha.
A amniotomia (rotura artificial das membranas) ajuda a diminuir a pressão intrauterina, o que pode reduzir a infiltração de tromboplastina na circulação materna (prevenindo a CIVD) e acelerar o trabalho de parto.
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