Descolamento Prematuro de Placenta: Classificação e Manejo

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo feminino, com 28 semanas de gestação, apresentando sangramento vaginal moderado, hipertonia uterina significativa, aumento da frequência cardíaca e alteração da vitalidade fetal com feto vivo. O grau mais provável de descolamento prematuro de placenta é:

Alternativas

  1. A) Grau III A.
  2. B) Grau I.
  3. C) Grau II.
  4. D) Grau III B.

Pérola Clínica

DPP Grau II = Sangramento + Hipertonia uterina + Sofrimento fetal (feto vivo) + Sem coagulopatia materna.

Resumo-Chave

O descolamento prematuro de placenta (DPP) Grau II é caracterizado por sangramento vaginal moderado, hipertonia uterina, dor abdominal e sinais de sofrimento fetal (alteração da vitalidade fetal), mas com feto vivo e sem coagulopatia materna instalada. Os graus III A e III B envolvem feto morto e/ou coagulopatia.

Contexto Educacional

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos deciduais, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação. A classificação de Sher é amplamente utilizada para graduar a gravidade do DPP: Grau 0 (assintomático, diagnóstico retrospectivo), Grau I (sangramento leve, sem sofrimento fetal ou materno significativo), Grau II (sangramento moderado, hipertonia uterina, dor, sofrimento fetal, mas feto vivo, sem coagulopatia materna) e Grau III (DPP grave com óbito fetal e/ou coagulopatia materna). O caso descrito, com sangramento moderado, hipertonia, aumento da frequência cardíaca materna e alteração da vitalidade fetal com feto vivo, se encaixa perfeitamente no Grau II. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico. A ultrassonografia pode auxiliar, mas sua sensibilidade para detectar o hematoma retroplacentário é limitada. O manejo do DPP depende da idade gestacional, da gravidade do descolamento e da condição materno-fetal. Em casos de DPP Grau II, a interrupção da gestação é geralmente indicada, preferencialmente por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal e complicações maternas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do descolamento prematuro de placenta (DPP)?

Os sintomas clássicos incluem sangramento vaginal (geralmente escuro), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero "em tábua"), e sinais de sofrimento fetal ou óbito fetal, dependendo da gravidade.

Como a classificação de Sher ajuda no manejo do DPP?

A classificação de Sher (Grau 0 a III) auxilia na avaliação da gravidade do DPP e na tomada de decisão clínica. Ela considera a presença de sangramento, dor, hipertonia, vitalidade fetal e coagulopatia materna, direcionando a conduta obstétrica.

Qual o diferencial entre DPP e placenta prévia?

O DPP geralmente apresenta sangramento escuro, dor abdominal intensa e útero hiperativo/hipertônico. A placenta prévia, por outro lado, cursa com sangramento vermelho vivo, indolor e útero relaxado, sem sofrimento fetal inicial.

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