UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Um caso de descolamento prematuro de placenta é caracterizado por: sangramento vaginal; dor abdominal intensa; hipertonia uterina; feto em sofrimento, mas vivo. Pode-se afirmar que o mesmo classifica-se como grau:
DPP Grau 2 = sangramento, dor, hipertonia, sofrimento fetal (vivo), sem choque materno.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave. A classificação em graus (0 a 3) ajuda a determinar a gravidade e a conduta. O Grau 2 é caracterizado por sangramento vaginal, dor abdominal, hipertonia uterina e sinais de sofrimento fetal, com o feto ainda vivo e sem choque materno evidente.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal. O reconhecimento rápido e a classificação correta são cruciais para o manejo. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos uteroplacentários, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação progressiva da placenta. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. Os sinais clínicos clássicos são sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, e hipertonia uterina ("útero em tábua"). A classificação do DPP em graus (0 a 3) é fundamental para guiar a conduta. O Grau 2, conforme descrito na questão, apresenta sangramento vaginal, dor abdominal, hipertonia uterina e sofrimento fetal (evidenciado por alterações na cardiotocografia, mas com feto ainda vivo), sem choque materno. O tratamento é a interrupção da gravidez, geralmente por cesariana em casos de sofrimento fetal, e suporte hemodinâmico materno.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero "em tábua"), e sinais de sofrimento fetal ou óbito fetal.
O DPP é classificado em graus de 0 a 3, baseando-se na presença e intensidade do sangramento, dor, hipertonia uterina, sinais de sofrimento fetal e presença de choque materno ou coagulopatia.
A conduta inicial para DPP Grau 2 envolve estabilização materna (acesso venoso, hidratação), monitoramento fetal contínuo, e geralmente a interrupção da gravidez, preferencialmente por cesariana devido ao sofrimento fetal.
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