INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma mulher com 26 anos de idade, primigesta, chega á emergência de uma maternidade confusa e com cefaleia por estar apresentando, há cerca de 30 minutos, um sangramento vivo que chegou a ''escorrer por suas pernas'', além de dor abdominal intensa. A paciente nega trauma e/o outras queixas. Relata ainda ter feito duas consultas de pré-natal, mas não trouxe consigo o seu cartão de pré-natal e trouxe ultrassonografia gestacional normal de duas semanas atrás. Pela data da última menstruarão, o médico calcula a idade gestacional em 32 semanas. Em seu exame físico constatou-se PA = 180 x 120 mmHg, pulso = 114 bpm, abdome gravídico com dinâmica uterina ausente, altura uterina compatível com a idade gestacional, útero lenhoso e frequência cardíaca fetal de 108 bpm. Em exame especular, foi visualizado sangramento vivo ativo vindo do orifício cervical externo. Proteinúria de fita revelou +++. Após iniciado o sulfato de magnésio, qual a conduta médica imediata a ser tomada.
DPP grave: sangramento, dor abdominal, útero lenhoso, sofrimento fetal → Cesariana de urgência.
O quadro clínico de sangramento vaginal intenso, dor abdominal, útero lenhoso, hipertensão grave e bradicardia fetal (BCF 108 bpm) é altamente sugestivo de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) com sofrimento fetal agudo. A conduta imediata, após estabilização inicial com sulfato de magnésio para pré-eclâmpsia/eclâmpsia, é a interrupção da gestação por cesariana de urgência para salvar a vida do feto e da mãe.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, definida pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia de 0,5% a 1,5% das gestações, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A condição é frequentemente associada a fatores de risco como hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. O diagnóstico do DPP é eminentemente clínico, baseado na tríade clássica de sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina (útero lenhoso). A presença de sofrimento fetal agudo, evidenciado por alterações na cardiotocografia (ex: bradicardia fetal), é um sinal de gravidade que exige intervenção imediata. A ultrassonografia pode auxiliar, mas sua sensibilidade para detectar o descolamento é limitada, e um exame normal não exclui o diagnóstico. A conduta no DPP depende da idade gestacional, da gravidade do sangramento, do estado hemodinâmico materno e da vitalidade fetal. Em casos de DPP grave com sofrimento fetal, como o apresentado na questão, a interrupção da gestação por cesariana de urgência é a medida salvadora. O sulfato de magnésio, iniciado previamente, visa a profilaxia de convulsões em quadros de pré-eclâmpsia grave, mas não altera a necessidade de resolução cirúrgica da emergência placentária.
O DPP é caracterizado por sangramento vaginal, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero lenhoso) e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou desacelerações.
Após a estabilização hemodinâmica da mãe e o início de medidas como sulfato de magnésio se houver pré-eclâmpsia, a conduta imediata é a interrupção da gestação por cesariana de urgência para preservar a vida fetal e materna.
A DPP geralmente apresenta dor abdominal, útero lenhoso e sofrimento fetal, enquanto a placenta prévia cursa com sangramento indolor, útero relaxado e, em geral, bom estado fetal, a menos que haja sangramento maciço.
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