UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
Paciente gestante, G1P0, idade gestacional de 37,3 semanas de gestação, hipertensa crônica em uso de metildopa 1g/dia, chega à maternidade com sangramento vaginal abundante, instável hemodinamicamente. Ao exame físico observa-se hipertonia uterina, batimento cardíaco fetal de 90 bpm e toque vaginal com 2 cm de dilatação do colo. Avalie as afirmativas abaixo sobre este caso clínico:I. Deve-se proceder imediatamente a rotura de membrana amnióticas II. O diagnóstico é de descolamento prematuro de placenta normoinserida III. Deve-se prescrever terbutalina e solicitar vitalidade fetal com cardiotocografia IV. A resolução da gestação deve ocorrer por cesárea nesta situação V. Útero de Couvelaire é uma das complicações desta condiçãoSobre o atendimento ao caso clínico acima descrito, é correto o que se afirmar em:
DPP: sangramento, hipertonia, sofrimento fetal, instabilidade materna → cesárea de emergência.
O quadro clínico de sangramento vaginal abundante, hipertonia uterina, instabilidade hemodinâmica materna e sofrimento fetal agudo em gestante hipertensa crônica é altamente sugestivo de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). A conduta é a estabilização materna e a resolução imediata da gestação, geralmente por cesárea, devido à gravidade do quadro materno-fetal.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, definida pela separação da placenta normoinserida da parede uterina antes do nascimento do feto. É uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre e está associado a alta morbimortalidade materno-fetal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. O quadro clínico clássico envolve sangramento vaginal (geralmente escuro), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina ('útero em tábua'), e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou desacelerações tardias. A instabilidade hemodinâmica materna é um sinal de gravidade. O diagnóstico é clínico, e a ultrassonografia pode ajudar, mas não exclui o DPP. A conduta é a estabilização materna e a resolução imediata da gestação, sendo a cesárea a via de parto mais comum em casos de sofrimento fetal ou instabilidade materna. A amniotomia pode ser considerada para reduzir a pressão intrauterina e diminuir a infiltração sanguínea no miométrio, mas não é a primeira medida em instabilidade. Para residentes, é crucial reconhecer rapidamente o DPP e iniciar o manejo adequado. A diferenciação com placenta prévia é vital, pois as condutas são opostas. O Útero de Couvelaire é uma complicação temida, indicando a gravidade da hemorragia retroplacentária e o risco de atonia uterina. A agilidade na decisão e execução da cesárea pode salvar a vida da mãe e do feto, tornando este um tema de alta relevância para a prática obstétrica.
Os sinais incluem sangramento vaginal (geralmente escuro), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), sofrimento fetal (alterações da FC fetal) e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica materna.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica da mãe (acesso venoso, fluidos, monitorização), avaliação rápida do bem-estar fetal e, na presença de sofrimento fetal ou instabilidade materna, a resolução imediata da gestação, preferencialmente por cesárea.
O Útero de Couvelaire é uma complicação grave do DPP, caracterizada pela infiltração de sangue no miométrio, tornando o útero edemaciado e cianótico. Isso pode levar à atonia uterina pós-parto e hemorragia grave, exigindo manejo agressivo e, por vezes, histerectomia.
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