UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
Uma gestante de 34 semanas chega ao posto de saúde com queixa de dor abdominal intensa e sangramento vaginal moderado. Ao exame físico, a paciente está normotensa, com dor à palpação no hipogástrio e frequência cardíaca fetal regular. Qual deve ser a conduta imediata?
Gestante 34 sem + dor abdominal intensa + sangramento vaginal → suspeitar DPP → encaminhar hospital.
Dor abdominal intensa e sangramento vaginal em gestante de 34 semanas, mesmo com normotensão e BCF regular, é um sinal de alerta para descolamento prematuro de placenta (DPP). A conduta imediata é o encaminhamento urgente para um hospital de referência para avaliação e manejo adequado, pois a condição pode evoluir rapidamente.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre da gestação é uma condição que exige avaliação imediata, pois pode indicar uma emergência obstétrica grave, como o descolamento prematuro de placenta (DPP) ou a placenta prévia. O DPP, em particular, é a separação prematura da placenta da parede uterina após a 20ª semana de gestação e antes do nascimento do feto, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia do DPP envolve a ruptura de vasos sanguíneos na decídua basal, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação da placenta. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica ou gestacional, pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal e multiparidade. Os sintomas clássicos são sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina e sofrimento fetal. É crucial reconhecer que a ausência de choque materno ou alteração da frequência cardíaca fetal não exclui um DPP incipiente ou parcial. A conduta imediata para suspeita de DPP é o encaminhamento urgente para um hospital de referência. No ambiente hospitalar, a paciente será monitorada intensivamente, com avaliação do estado hemodinâmico materno e do bem-estar fetal (cardiotocografia). O manejo definitivo depende da idade gestacional, da gravidade do descolamento e do estado materno-fetal, podendo variar de conduta expectante em casos leves e fetos imaturos, até o parto de emergência (geralmente cesariana) em casos de comprometimento materno ou fetal.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal, dor abdominal súbita e intensa (geralmente em cólica ou contínua), hipertonia uterina e, em casos mais graves, sofrimento fetal ou choque hipovolêmico materno.
O DPP é uma emergência obstétrica que pode levar rapidamente a complicações graves maternas (hemorragia, coagulopatia, choque) e fetais (hipóxia, óbito). A avaliação e manejo hospitalar permitem monitoramento intensivo, exames complementares e intervenção rápida, como parto de emergência.
Não, a ultrassonografia pode não detectar o descolamento em todos os casos, especialmente se for pequeno ou recente. O diagnóstico de DPP é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico, e a ultrassonografia serve mais para excluir outras causas de sangramento e avaliar o bem-estar fetal.
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