PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
O descolamento prematuro da placenta (DPP) é definido como a separação da placenta, normalmente implantada, do corpo do útero, antes da expulsão fetal, após a 20ª semana de gestação. Sobre a conduta obstétrica do DPP, quando o parto vaginal não for iminente, deve-se indicar:
DPP com parto vaginal não iminente → interrupção imediata por via alta (cesariana).
O descolamento prematuro da placenta é uma emergência obstétrica que exige avaliação rápida e conduta imediata. Se o parto vaginal não for iminente e houver comprometimento materno ou fetal, a cesariana é a via de escolha para evitar complicações graves.
O descolamento prematuro da placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta do útero antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua ocorrência está associada a alta morbimortalidade materna e perinatal, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos deciduais, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação progressiva. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal e multiparidade. O diagnóstico é clínico, baseado em sangramento vaginal, dor abdominal, hipertonia uterina e sofrimento fetal. A conduta no DPP depende da gravidade e da condição materno-fetal. Em casos de DPP grave, com comprometimento fetal (sofrimento fetal agudo) ou materno (hemorragia intensa, choque, coagulopatia) e quando o parto vaginal não é iminente, a interrupção imediata da gestação por via alta (cesariana) é a conduta de escolha para salvar a vida da mãe e do feto.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina e, em casos graves, sinais de choque hipovolêmico e sofrimento fetal.
A interrupção imediata por via alta (cesariana) é indicada quando o parto vaginal não é iminente, há comprometimento da vitalidade fetal, sangramento materno intenso ou sinais de coagulopatia.
As complicações maternas incluem choque hipovolêmico, coagulopatia (CIVD) e insuficiência renal aguda. As complicações fetais são hipóxia, prematuridade e óbito fetal, devido à interrupção do fluxo sanguíneo placentário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo