IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Uma gestante procura a Emergência Em queixa de sangramento transvaginal de média intensidade e de início súbito há cerca 25 minutos associado a dor abdominal. Refere pré-natal sem intercorrências, G3Pn2, idade gestacional de 33 semanas. Exame obstétrico:altura uterina = 31cm, tônus uterino aumentado, FCF = 120bpm. Toque vaginal: colo longo, posterior, pérvio à polpa digital. Sangramento escurecido em moderada quantidade. Quais são a principal hipótese diagnóstica e a conduta?
DPP: sangramento escuro + dor abdominal + útero hipertônico + FCF alterada → cesariana de urgência.
O quadro clínico de sangramento transvaginal súbito, dor abdominal, tônus uterino aumentado (hipertonia) e FCF alterada (120 bpm, que pode indicar sofrimento fetal ou taquicardia compensatória inicial) em uma gestante de 33 semanas é altamente sugestivo de descolamento prematuro de placenta (DPP). A conduta é a interrupção imediata da gestação por cesariana de urgência.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma complicação grave da gestação, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto, após a 20ª semana. É uma das principais causas de sangramento do terceiro trimestre e uma emergência obstétrica que pode levar a alta morbimortalidade materna e perinatal se não for prontamente diagnosticada e tratada. O quadro clínico típico inclui sangramento vaginal (geralmente escurecido), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), e sinais de sofrimento fetal, como alterações na frequência cardíaca fetal (bradicardia, taquicardia ou variabilidade reduzida). Fatores de risco incluem hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. O diagnóstico é essencialmente clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar na visualização do hematoma retroplacentário. A conduta no DPP é a interrupção imediata da gestação, especialmente se houver comprometimento materno ou fetal. A via de parto preferencial é a cesariana de urgência, pois permite a rápida extração fetal e controle do sangramento. A amniotomia pode ser realizada para aliviar a pressão intrauterina e avaliar o líquido amniótico, mas não deve atrasar a cesariana em casos de urgência.
Os principais sinais são sangramento vaginal súbito (geralmente escuro), dor abdominal intensa e contínua, hipertonia uterina (útero 'em tábua') e alterações na frequência cardíaca fetal.
A cesariana de urgência é preferencial para garantir a segurança materna e fetal, pois o DPP pode levar rapidamente a hipóxia fetal grave e choque hemorrágico materno, especialmente em casos de descolamento extenso.
O tônus uterino aumentado, ou hipertonia, é um achado clínico crucial no DPP, pois reflete a contração uterina contínua e dolorosa causada pelo hematoma retroplacentário, diferenciando-o de outras causas de sangramento.
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