UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Em casos de sangramento por descolamento prematuro de placenta, em uma gestação com feto com viabilidade e vitalidade, o nascimento deve se dar preferencialmente.
DPP com feto viável/vital → via de parto mais rápida (vaginal se possível, cesariana se sofrimento fetal ou contraindicação vaginal).
Em casos de descolamento prematuro de placenta com feto viável e vital, a prioridade é o nascimento rápido para minimizar o risco de hipóxia fetal e hemorragia materna. A escolha da via de parto (vaginal ou cesariana) dependerá da condição materno-fetal e da rapidez com que o parto pode ser efetivado.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. Essa condição pode levar a hemorragia materna grave, coagulopatia de consumo e sofrimento fetal agudo, com risco de óbito materno e fetal. A rapidez na tomada de decisão e na intervenção é crucial para otimizar os resultados. Quando o feto é viável e apresenta vitalidade, a principal meta é o nascimento o mais rápido possível. A escolha da via de parto deve ser individualizada e baseada na avaliação clínica da mãe e do feto. Se o parto vaginal for iminente, o colo uterino estiver favorável e não houver sofrimento fetal grave, a indução ou aceleração do trabalho de parto pode ser a via mais rápida. A amniotomia pode ser útil para diminuir a pressão intrauterina e acelerar o parto. No entanto, na presença de sofrimento fetal agudo, instabilidade hemodinâmica materna, ou quando o parto vaginal não é esperado para ocorrer em um curto período, a cesariana de emergência é a via de escolha. O objetivo primordial é a extração fetal rápida para minimizar a hipóxia e suas sequelas, bem como controlar a hemorragia materna. A decisão deve ser tomada em equipe, considerando todos os fatores para garantir a melhor chance de sobrevivência e bem-estar para mãe e bebê.
Os sinais incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero "em tábua"), e sinais de sofrimento fetal ou choque hipovolêmico materno, dependendo da gravidade.
O parto vaginal pode ser considerado se o descolamento for leve, o feto não apresentar sofrimento agudo, o colo uterino estiver favorável e o parto for esperado para ocorrer rapidamente. A amniotomia pode ser realizada para reduzir a pressão intrauterina e acelerar o trabalho de parto.
A cesariana é indicada quando há sofrimento fetal agudo, descolamento grave, instabilidade hemodinâmica materna, ou quando o parto vaginal não é iminente e a condição fetal exige uma resolução rápida. É a via de escolha na maioria dos casos graves.
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