UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Gestante, GIV PCII AI, no terceiro trimestre de gestação, sem pré-natal adequado, dá entrada no pronto socorro com quadro de dor abdominal, sangramento vaginal em moderada quantidade vermelho escuro, tônus fetal aumentado e diagnóstico de óbito fetal. Os exames apresentaram trombocitopenia e fibrinogênio baixo. Sobre esse quadro podemos dizer que se trata de:
DPP com óbito fetal + coagulopatia (trombocitopenia, fibrinogênio baixo) = Descolamento Prematuro de Placenta Grau 3b.
O quadro clínico de dor abdominal, sangramento vermelho escuro, útero hipertônico, óbito fetal e sinais de coagulopatia (trombocitopenia, fibrinogênio baixo) é altamente sugestivo de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). A presença de óbito fetal e coagulopatia indica um DPP grave, classificado como Grau 3b, que é a forma mais severa e associada à Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD).
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre, associada a alta morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial, tabagismo, trauma abdominal, polidrâmnio e multiparidade. O diagnóstico do DPP é essencialmente clínico, baseado na tríade de dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de coloração vermelho escura e hipertonia uterina. Em casos mais severos, pode haver sinais de sofrimento fetal ou óbito fetal, além de coagulopatia de consumo (Coagulação Intravascular Disseminada - CIVD), evidenciada por trombocitopenia e hipofibrinogenemia. A ultrassonografia pode auxiliar, mas um exame normal não exclui o diagnóstico. A classificação do DPP varia de Grau 0 (assintomático, diagnóstico retrospectivo) a Grau 3 (grave, com óbito fetal). O Grau 3b, como no caso apresentado, é caracterizado por óbito fetal e coagulopatia materna, exigindo manejo imediato para estabilização materna, incluindo reposição volêmica, correção da coagulopatia e resolução da gestação, geralmente por cesariana, devido ao risco iminente de hemorragia e choque.
Os sinais clássicos do DPP incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de coloração vermelho escura, hipertonia uterina (útero 'em tábua') e, em casos mais graves, sofrimento ou óbito fetal. A intensidade dos sintomas varia conforme o grau do descolamento.
A coagulopatia no DPP, especialmente a Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD), manifesta-se por trombocitopenia e consumo de fatores de coagulação, como o fibrinogênio baixo. Sua presença indica um DPP grave (Grau 3b) e aumenta o risco de hemorragia materna e complicações sistêmicas.
A principal diferença é a dor e a característica do sangramento. O DPP cursa com dor abdominal intensa e sangramento vermelho escuro, enquanto a placenta prévia geralmente causa sangramento indolor e vermelho vivo. Além disso, no DPP, o útero é hipertônico, o que não ocorre na placenta prévia.
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