PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Você está de plantão no Hospital Universitário Cajuru e chega uma gestante de 35 semanas que sofreu um acidente automobilístico. Ela foi atendida pela equipe de socorristas e recebeu os primeiros socorros adequadamente. Ao chegar no hospital, a paciente estava consciente, estável do ponto de vista clínico. Após 1 hora, ela se queixa de dor forte abdominal. Ao examiná la, observou se tônus uterino aumentado, útero em ampulheta, com BCF de 110bpm, no toque vaginal, observou se colo impérvio e sangramento vaginal. Com base no caso descrito, a principal hipótese é
Gestante com trauma + dor abdominal súbita + hipertonia uterina + sangramento + sofrimento fetal → Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, frequentemente desencadeada por trauma abdominal. Caracteriza-se por dor abdominal intensa, hipertonia uterina ("útero em ampulheta"), sangramento vaginal e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, com alta morbimortalidade materna e perinatal. O trauma abdominal, como o sofrido em acidentes automobilísticos, é uma causa importante, pois a força do impacto pode levar à separação da placenta da parede uterina. A fisiopatologia envolve a formação de um hematoma retroplacentário, que comprime e destrói o tecido placentário, comprometendo a troca materno-fetal. Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser oculto), hipertonia uterina (útero "em tábua" ou "em ampulheta") e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou taquicardia fetal, e em casos graves, óbito fetal. O diagnóstico é eminentemente clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar na visualização do hematoma retroplacentário, mas sua ausência não exclui o diagnóstico. A conduta é a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, após estabilização materna.
Além do trauma abdominal, outros fatores incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, multiparidade e histórico prévio de DPP.
No DPP, a dor abdominal é intensa e o útero é hiperativo/hipertônico, com sangramento escuro. Na Placenta Prévia, o sangramento é indolor, vermelho vivo e o útero está relaxado.
A conduta inicial é estabilização materna, monitoramento fetal contínuo, avaliação da vitalidade fetal e, na maioria dos casos, resolução da gestação (parto cesariano de emergência) devido ao risco materno e fetal.
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