UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Uma gestante é admitida com queixa de sangramento vaginal importante e sintomatologia dolorosa abdominal, mucosas descoradas ++/4+ e PA = 100/80 mmHg. A palpação uterina demonstra útero contraído sem intervalo entre as metrossístoles e batimentos cardiofetais = 100 bpm. Qual é o diagnóstico provável?
Gestante com sangramento, dor abdominal, útero hipertônico e BCF ↓ → Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada pela tríade clássica de sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina. A bradicardia fetal (BCF 100 bpm) indica sofrimento fetal agudo, uma complicação grave do DPP devido à interrupção do fluxo sanguíneo placentário.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína e multiparidade. Clinicamente, o DPP se manifesta com sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, e hipertonia uterina (útero "em tábua", doloroso à palpação e sem relaxamento entre as contrações). A bradicardia fetal ou a ausência de batimentos cardíacos fetais são sinais de sofrimento fetal grave e iminente óbito. A hipotensão materna pode indicar choque hipovolêmico devido à perda sanguínea. O diagnóstico é eminentemente clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar na identificação de hematoma retroplacentário. O manejo é uma corrida contra o tempo: estabilização hemodinâmica materna, monitoramento fetal e, na maioria dos casos, interrupção imediata da gestação, preferencialmente por cesariana, para salvar a vida do feto e da mãe. Complicações maternas incluem choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (CIVD) e insuficiência renal aguda.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero "em tábua") e, em casos graves, sinais de sofrimento fetal ou choque hipovolêmico materno.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica materna (acesso venoso, fluidos), monitoramento fetal contínuo e avaliação rápida para interrupção da gestação, geralmente por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal e complicações maternas.
O DPP cursa com dor abdominal intensa, útero hipertônico e sofrimento fetal, enquanto a placenta prévia tipicamente apresenta sangramento vaginal indolor, útero relaxado e, inicialmente, bom estado fetal, a menos que haja sangramento maciço.
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