HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Mulher III gesta II para chega ao pronto-socorro com hemorragia vaginal, referindo gestação de 7 meses e quadro de dor forte há 6 horas, com sangramento escuro e intenso. Ao exame, PA 80 x 50 mmHg, pulso de 115 bpm. O útero apresentava-se hipertônico e DU de trabalho de parto ausente. A FCF não foi audível ao sonar. Colo grosso, pérvio para 1,5 cm, apresentação cefálica. Para esse caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
DPP com óbito fetal e instabilidade materna → amniotomia + cesárea de emergência para controle do sangramento e coagulopatia.
Em caso de descolamento prematuro de placenta com óbito fetal e instabilidade hemodinâmica materna, a conduta é a interrupção imediata da gestação. A amniotomia pode auxiliar na compressão do útero sobre a placenta e na redução da infiltração miometrial de sangue, seguida de cesárea.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. Os sintomas clássicos são sangramento vaginal escuro, dor abdominal intensa e útero hipertônico. No caso apresentado, a paciente está em choque (PA 80x50, pulso 115 bpm), com sangramento intenso e escuro, útero hipertônico e óbito fetal (FCF não audível). Essa tríade (sangramento, dor, hipertonia) é altamente sugestiva de DPP grave. A instabilidade hemodinâmica materna e o óbito fetal exigem uma conduta imediata. A interrupção da gestação é a prioridade. A amniotomia, mesmo com o colo pouco dilatado, é indicada para descompressão uterina e pode auxiliar na redução da infiltração de sangue no miométrio, prevenindo o útero de Couvelaire e a coagulopatia. Em seguida, a cesárea de emergência é a via de parto mais segura e rápida para controlar a hemorragia e estabilizar a paciente, especialmente em casos de óbito fetal e instabilidade materna.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, útero hipertônico e taquissistolia, e sinais de sofrimento fetal ou óbito fetal. A presença desses sintomas exige avaliação imediata.
A amniotomia pode ajudar a diminuir a pressão intrauterina, reduzir a infiltração de sangue no miométrio (útero de Couvelaire) e acelerar o parto. Isso é crucial para controlar o sangramento e prevenir a coagulopatia de consumo.
A principal complicação materna é o choque hipovolêmico devido à hemorragia, seguido por coagulopatia de consumo (CID), insuficiência renal aguda e, em casos graves, pode levar à histerectomia para controle do sangramento.
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