Descolamento Prematuro de Placenta: Diagnóstico e Manejo

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025

Enunciado

Gestante grande multipara na 37ª semana de gestação, é trazida ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal há cerca de 1 hora. Ao exame, PA: 74 × 32 mmHg, altura uterina de 32 cm, tônus uterino aumentado, ausência de batimentos cardíacos fetais, colo impérvio, apresentação cefálica, presença de pequena quantidade de sangue no canal vaginal. A hipótese diagnóstica mais provável é:

Alternativas

  1. A) Descolamento prematuro da placenta.
  2. B) Placenta prévia marginal.
  3. C) Placenta prévia total.
  4. D) Rotura de vasa prévia.
  5. E) Iminência de rotura uterina.

Pérola Clínica

Gestante 3º trimestre + dor abdominal + sangramento + útero hipertônico + hipotensão + BCF ausente → Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).

Resumo-Chave

O descolamento prematuro da placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada por sangramento vaginal, dor abdominal intensa, útero hipertônico e sofrimento fetal (ou óbito fetal, como no caso). A hipotensão materna e a grande multiparidade são fatores de risco importantes.

Contexto Educacional

O Descolamento Prematuro da Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto, após a 20ª semana de gestação. A incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal. A grande multiparidade e a hipertensão são fatores de risco importantes. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade clássica de sangramento vaginal, dor abdominal intensa e hipertonia uterina. Outros sinais incluem sofrimento fetal agudo ou óbito fetal, e choque hipovolêmico materno, como evidenciado pela hipotensão no caso. A ausência de batimentos cardíacos fetais indica um quadro grave, frequentemente associado a um descolamento extenso. O manejo do DPP é uma corrida contra o tempo. A prioridade é a estabilização hemodinâmica da mãe e a avaliação da vitalidade fetal. Em casos de feto vivo e viável, o parto imediato (geralmente cesariana) é indicado. Se houver óbito fetal, o parto vaginal pode ser considerado se as condições maternas permitirem, mas a cesariana é frequentemente necessária devido à urgência e ao risco de coagulopatia. A equipe deve estar preparada para transfusão sanguínea e manejo de coagulopatias.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o descolamento prematuro da placenta (DPP)?

Os principais fatores de risco para DPP incluem hipertensão arterial crônica ou pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal, polidrâmnio com descompressão rápida e multiparidade.

Como diferenciar o DPP de outras causas de sangramento no terceiro trimestre?

O DPP se diferencia por dor abdominal intensa, útero hipertônico (em "prancha"), sangramento vaginal variável (oculto ou visível) e sinais de sofrimento fetal ou óbito. Placenta prévia cursa com sangramento indolor e útero relaxado.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de DPP?

A conduta inicial é estabilização hemodinâmica materna (fluidos, transfusão), monitoramento fetal e avaliação imediata para parto, que geralmente é cesariana devido à urgência e ao risco fetal.

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