Descolamento Prematuro de Placenta (DPP): Conduta de Emergência

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011

Enunciado

Primigesta, tabagista, na 36a semana de gestação, procura a emergência da maternidade com sangramento vaginal de moderada quantidade, há 20 minutos, associado a dor abdominal, de forte intensidade. Ao exame: Pressão arterial = 80 x 50 mmHg, pulso = 120 bpm e mucosas desco- radas. Frequência Cardíaca Fetal = 180 bpm. Útero hipertônico, colo com dilatação cervical de 4,0 cm. A conduta médica deve incluir:

Alternativas

  1. A) Reposição de volemia e resolução por cesárea.
  2. B) Indução do parto com ocitocina.
  3. C) Reposição da volemia e aguardar a evolução do trabalho de parto.
  4. D) Exame ultrassonográfico para confirmação diagnóstica.
  5. E) Realização de amniotomia e aguardar o parto vaginal.

Pérola Clínica

Dor abdominal + Hipertonia uterina + Sangramento escuro = DPP → Estabilizar + Parto.

Resumo-Chave

O DPP é uma emergência clínica onde a instabilidade materna e o sofrimento fetal impõem estabilização hemodinâmica imediata e resolução da gestação, geralmente por via alta (cesárea).

Contexto Educacional

O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é definido como a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, em gestações acima de 20 semanas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A tríade clássica consiste em dor abdominal súbita, sangramento vaginal (geralmente escuro) e hipertonia uterina. O manejo exige rapidez: a prioridade zero é a estabilização hemodinâmica materna com cristaloides e, se necessário, hemoderivados, devido ao alto risco de Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD). A avaliação da vitalidade fetal orienta a urgência da resolução, mas a segurança materna sempre prevalece. O diagnóstico é clínico; a ultrassonografia tem baixa sensibilidade para DPP agudo e não deve retardar o tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais os principais fatores de risco para o DPP?

Os principais fatores incluem hipertensão (crônica ou pré-eclâmpsia), tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal, idade materna avançada e rotura prematura de membranas. No caso clínico, a paciente é tabagista, um fator de risco clássico.

Por que ocorre hipertonia uterina no DPP?

O acúmulo de sangue entre a placenta e o miométrio causa irritação das fibras musculares uterinas, levando a contrações tetânicas e aumento do tônus basal (hipertonia), o que prejudica ainda mais a perfusão placentária.

Quando optar pelo parto vaginal no DPP?

O parto vaginal pode ser considerado se o feto estiver morto e a mãe estiver hemodinamicamente estável, ou se o parto for iminente. Em casos de feto vivo com sofrimento ou instabilidade materna, a cesárea é a via de escolha.

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