UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Gestante de 33 anos com 36 semanas refere dor em baixo ventre há duas horas. AP: G3P1A1. Exame físico: PA 140x100mmHg, FC 96bpm, dinâmica uterina com 5 contrações de 40 segundos em 10 minutos, BCF 164 bpm. Toque vaginal: colo médio, medianizado, dilatado 3cm, bolsa íntegra. Durante a avaliação a paciente apresenta aumento súbito da dor, seguido de sangramento vaginal escuro, em moderada quantidade e dificuldade para ausculta dos batimentos fetais. A hipótese diagnóstica e a conduta são:
Dor súbita + sangramento escuro + hipertonia uterina + sofrimento fetal = DPP → cesárea de emergência.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada por dor abdominal súbita, sangramento vaginal escuro, hipertonia uterina e sinais de sofrimento fetal. A conduta é a interrupção imediata da gestação, geralmente por cesariana, para salvar a vida da mãe e do feto.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após 20 semanas de gestação. É uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre e uma emergência obstétrica grave, associada a alta morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro (que pode ser oculto), hipertonia uterina (útero "em tábua") e sinais de sofrimento fetal. O diagnóstico é clínico, mas a ultrassonografia pode auxiliar na visualização do hematoma retroplacentário, embora um ultrassom normal não exclua o diagnóstico. A conduta no DPP é a interrupção imediata da gestação. Se o feto estiver vivo e viável, a cesariana de emergência é a via de parto preferencial para minimizar o risco de hipóxia fetal. A rotura artificial da bolsa pode ser considerada para reduzir a pressão intrauterina e acelerar o parto, mas a prioridade é a resolução rápida da situação.
Os principais sinais são dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, hipertonia uterina (útero "em tábua"), e sinais de sofrimento fetal como bradicardia ou taquicardia fetal.
A conduta é a interrupção imediata da gestação, preferencialmente por parto cesáreo de emergência, para evitar complicações maternas (choque hipovolêmico, CIVD) e fetais (hipóxia, óbito).
No DPP, a dor é intensa e o sangramento é escuro, com hipertonia uterina. Na placenta prévia, o sangramento é indolor, vermelho vivo e geralmente não há hipertonia uterina.
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