PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Leia o relato do caso clínico a seguir. Paciente A.J.S., 31 anos de idade, G3P2NA0, gestante (idade gestacional de 35 semanas e 2 dias), deu entrada em pronto atendimento de maternidade com queixa de sangramento vaginal há 2 horas. Paciente relata que o quadro teve início espontâneo, com dor em cólica abdominal associada. Nega febre, náuseas ou vômitos. Nega disúria ou demais queixas urinárias. Hábito intestinal preservado. Ao exame físico encontravase em REG, eupneica, normocorada, hidratada, AAA, LOTE. ACV: RCR em 2T, BNF sem sopros; PA: 122/79 mmHg; FC: 93 bpm. AR: MVF presente sem RA. Abdome: gravídico, distendido, doloroso à palpação; AFU: 34 cm; BCF 162-170 bpm; tônus uterino aumentado; dinâmica uterina presente (5 contrações dolorosas em 10 minutos). Exame especular: sangramento visível pelo orifício do colo, porém sem dilatação. Ausência de lesões em colo uterino e paredes vaginais; toque vaginal: colo grosso, fechado e posterior. Diante do caso clínico, qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta para o quadro, respectivamente?
DPP → sangramento vaginal + dor abdominal + tônus uterino ↑ + sofrimento fetal → Cesariana imediata.
O descolamento prematuro de placenta é uma emergência obstétrica caracterizada por sangramento vaginal, dor abdominal intensa, hipertonia uterina e, frequentemente, sinais de sofrimento fetal, exigindo interrupção imediata da gestação, geralmente por cesariana.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. O diagnóstico de DPP é eminentemente clínico, baseado na tríade clássica de sangramento vaginal (geralmente escuro), dor abdominal súbita e intensa, e hipertonia uterina (útero 'em tábua'). Pode haver sinais de sofrimento fetal, como alterações na frequência cardíaca fetal, e em casos graves, coagulopatia materna. O exame especular pode revelar sangramento, mas o toque vaginal deve ser cauteloso. A conduta para o DPP é a interrupção imediata da gestação, sendo a cesariana a via de parto preferencial na maioria dos casos, especialmente se houver comprometimento da vitalidade fetal ou sangramento materno significativo. O manejo inclui estabilização hemodinâmica materna, monitoramento fetal contínuo e preparação para transfusão sanguínea. O prognóstico depende da gravidade do descolamento e da rapidez da intervenção.
Os sinais incluem sangramento vaginal, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), e pode haver alterações na vitalidade fetal, como taquicardia ou bradicardia.
A conduta é a interrupção imediata da gestação, preferencialmente por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal agudo e hemorragia materna, que podem ser fatais.
No DPP, a dor é intensa e o útero é hipertônico, com sangramento escuro. Na placenta prévia, o sangramento é indolor, vermelho vivo e o útero é relaxado.
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