INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Chega ao pronto-socorro da maternidade uma gestante com 34 anos de idade com queixa de sangramento vaginal abundante e dor intensa. Esta é sua segunda gestação. A primeira ocorreu há 3 anos e foi uma cesariana por desproporção céfalo-pélvica. Ela está fazendo pré-natal desde as 12 semanas e a idade gestacional no momento da consulta é de 34 semanas, pela data da última menstruação e ultrassom de 16 semanas. Fez os exames e seguimento de pré-natal, sem nenhuma intercorrência ou alteração até as 32 semanas. Nas últimas consultas de pré-natal a gestante vinha apresentando aumento de pressão arterial, sendo medicada com metil-dopa. Ao exame, apresenta face de dor, descorada, PA = 150/90 mmHg, pulso = 120 bpm. Estado afebril. Dinâmica uterina de difícil avaliação, difícil palpação de partes fetais, dor intensa e tônus aumentado. Batimentos cardíacos fetais = 120 bpm, sem variabilidade. Ao exame especular, apresenta sangramento moderado, visualizado colo impérvio e sangramento proveniente do canal cervical; não foi feito exame de toque vaginal. O médico de plantão opta por fazer uma cesariana de urgência. Com base no caso apresentado, a alternativa correta é
Sangramento vaginal + dor intensa + útero hipertônico + sofrimento fetal agudo em gestante hipertensa = Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada por sangramento vaginal, dor abdominal intensa, útero hipertônico e sinais de sofrimento fetal, frequentemente associado à hipertensão arterial materna. A cesariana de urgência é a conduta de escolha.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. Sua incidência varia, mas é uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal, especialmente em gestantes com fatores de risco como hipertensão arterial. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos sanguíneos na decídua basal, levando à formação de um hematoma retroplacentário. Clinicamente, manifesta-se com sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, útero hipertônico e doloroso à palpação, e sinais de sofrimento fetal. A hipertensão arterial é um fator de risco significativo. O diagnóstico é clínico e a conduta é de urgência. A estabilização hemodinâmica materna e a avaliação do bem-estar fetal são prioritárias. A cesariana de urgência é a via de parto preferencial na maioria dos casos de DPP, especialmente quando há comprometimento materno ou fetal, visando minimizar os riscos para ambos.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, útero hipertônico e doloroso à palpação, e sinais de sofrimento fetal ou óbito fetal.
A conduta inicial é estabilização materna, monitoramento fetal contínuo e, na maioria dos casos, cesariana de urgência, especialmente se houver comprometimento fetal ou materno.
O DPP é caracterizado por dor intensa, útero hipertônico e sangramento escuro, enquanto a placenta prévia geralmente apresenta sangramento indolor, vermelho vivo e útero relaxado.
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