FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 38 anos de idade, G1PO, 34 semanas de gestação, comparece ao pronto atendimento com queixa de dor abdominal súbita e intensa associada a sangramento vaginal escuro e diminuição da percepção dos movimentos fetais. Ao exame físico, apresenta se pálida com pressão arterial (PA) 110/70 mmHg e frequência cardíaca (FC) 102 bpm. Útero hipertônico, doloroso e sem relaxamento entre as contrações. Não há batimentos cardíacos fetais audíveis à ausculta. A ultrassonografia obstétrica revela hematoma retroplacentário volumoso. Ao toque vaginal, o colo está médio, 50% apagado, dilatado 2 cm, com bolsa íntegra. Tem antecedente de hipertensão arterial crônica controlada. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA quanto ao diagnóstico e à conduta obstétrica indicada.
Dor abdominal súbita + sangramento escuro + útero hipertônico + óbito fetal → DPP grau III = Parto vaginal com amniotomia.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada por dor abdominal súbita, sangramento vaginal escuro e útero hipertônico; a presença de óbito fetal e hematoma retroplacentário volumoso indica um DPP grave (grau III), e a conduta preferencial, na ausência de contraindicações maternas, é o parto vaginal com amniotomia para acelerar o trabalho de parto.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal e tabagismo. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro (se externo), hipertonia uterina e sofrimento ou óbito fetal, como descrito na questão. A ultrassonografia é útil para confirmar o hematoma retroplacentário, mas o diagnóstico é essencialmente clínico. A classificação do DPP varia de leve a grave (grau III), sendo este último associado a óbito fetal e coagulopatia materna. No cenário de DPP com óbito fetal, a prioridade é o parto rápido para prevenir complicações maternas, como coagulopatia de consumo. O parto vaginal é geralmente preferível à cesariana, pois a cesariana em um útero já hipertônico e com coagulopatia pode aumentar o risco de hemorragia e outras complicações. A amniotomia pode ser realizada para acelerar o trabalho de parto e reduzir a pressão intrauterina.
Os principais sinais são dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, útero hipertônico e doloroso, e alterações nos batimentos cardíacos fetais ou óbito fetal.
A hipertensão arterial crônica é um dos principais fatores de risco para o Descolamento Prematuro de Placenta, aumentando a probabilidade de ocorrência da condição.
Em casos de DPP com óbito fetal, a conduta preferencial é o parto vaginal, muitas vezes com amniotomia para acelerar o processo, a menos que haja contraindicações maternas que exijam cesariana.
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