UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Primigesta com histórico de pré-eclâmpsia, 35 semanas de gestação, comparece a urgência apresentando dor abdominal de início súbito, sangramento vaginal intenso vermelho escurecido, hipersensibilidade à palpação uterina, hipertonia uterina, contorno uterino preservado, colo impérvio e bradicardia fetal. Neste contexto o diagnóstico mais provável é:
DPP → dor súbita, sangramento escuro, hipertonia uterina, sofrimento fetal.
O descolamento prematuro de placenta é uma emergência obstétrica caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto. A dor abdominal súbita, sangramento vaginal escuro e hipertonia uterina são sinais clássicos, frequentemente associados a sofrimento fetal.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce é crucial para um desfecho favorável. A fisiopatologia envolve hemorragia na decídua basal, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação. Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de coloração escura, hipertonia uterina e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia. O diagnóstico é clínico, mas a ultrassonografia pode auxiliar na visualização do hematoma. O tratamento é emergencial e visa estabilizar a mãe e realizar o parto o mais rápido possível, geralmente por cesariana, devido ao risco de hipóxia fetal e coagulopatia materna (CIVD). O prognóstico depende da extensão do descolamento e da rapidez da intervenção.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal e histórico prévio de DPP.
O DPP cursa com dor abdominal intensa, sangramento escuro e útero hiperativo/hipertônico, enquanto a placenta prévia causa sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e útero relaxado.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica materna, monitorização fetal intensiva e, na maioria dos casos, parto imediato, geralmente por cesariana.
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