Descolamento Prematuro de Placenta: Sinais e Manejo

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022

Enunciado

Quanto ao descolamento prematuro de placenta:

Alternativas

  1. A) O descolamento crônico pode estar presente em 20% dos casos
  2. B) A quantidade de sangramento vaginal é um bom parâmetro da gravidade do quadro.
  3. C) Em casos graves, a correção do estado hemodinâmico materno deve preceder à conduta obstétrica.
  4. D) Sua frequência vem diminuindo nos últimos anos

Pérola Clínica

DPP: sangramento vaginal não reflete gravidade; descolamento crônico pode ocorrer em 20% dos casos.

Resumo-Chave

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica. A quantidade de sangramento vaginal visível pode não corresponder à gravidade do descolamento, pois o sangue pode ficar retido. O descolamento crônico, com sangramento intermitente, é uma forma menos comum, mas presente em uma parcela significativa dos casos.

Contexto Educacional

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma emergência obstétrica grave, associada a alta morbimortalidade materna e perinatal. Embora a forma aguda seja mais conhecida, o descolamento crônico, caracterizado por sangramento vaginal intermitente e oligoidrâmnio, pode ocorrer em até 20% dos casos, apresentando um desafio diagnóstico e de manejo. Os sinais clássicos do DPP agudo incluem sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina e sofrimento fetal. É crucial entender que a quantidade de sangramento vaginal visível não é um indicador confiável da gravidade do descolamento, pois grandes volumes de sangue podem ficar retidos. A correção do estado hemodinâmico materno deve sempre preceder a conduta obstétrica definitiva em casos graves, visando estabilizar a mãe antes de intervir no parto. A frequência do DPP não tem diminuído significativamente nos últimos anos, e continua sendo uma causa importante de parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e óbito fetal. O manejo envolve monitorização materna e fetal rigorosa, estabilização e, na maioria dos casos, interrupção da gestação, com a via de parto dependendo da condição materna e fetal, bem como da idade gestacional.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para descolamento prematuro de placenta?

Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica ou pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína, idade materna avançada, multiparidade e história prévia de DPP.

Por que a quantidade de sangramento vaginal não é um bom parâmetro de gravidade no DPP?

O sangramento pode ser oculto (retido atrás da placenta), especialmente em descolamentos centrais. A gravidade é melhor avaliada pela dor abdominal, hipertonia uterina, sofrimento fetal e sinais de choque materno.

Qual a conduta inicial em casos graves de descolamento prematuro de placenta?

Em casos graves, a prioridade é a estabilização hemodinâmica materna (reposição volêmica) e a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, devido ao risco de sofrimento fetal agudo e coagulopatia materna.

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