Descolamento Prematuro de Placenta Pós-Trauma: Conduta

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2017

Enunciado

Tercigesta, 34 anos de idade, com dois partos vaginais prévios, 33 semanas e 4 dias, vem transferida do pronto atendimento da cirurgia, referindo dor em andar inferior do abdome. Paciente refere trauma automobilístico (auto-auto) há 2 horas. Desde então, refere diminuição da movimentação fetal. Antecedente pessoal: hipertensão arterial crônica tratada com alfametildopa 2 g/dia. Ao exame clínico, paciente apresentava-se em regular estado geral; corada; hidratada; afebril; PA: 148 x 96 mmHg; abdome doloroso à palpação em hipogastro; dinâmica uterina irregular; BCF: 134 bpm; altura uterina: 33 cm; tônus uterino normal. Ao toque vaginal: colo grosso, posterior, pérvio 1 cm. O médico que a atendeu optou por realizar analgesia com escopolamina e dipirona endovenosa e reavaliar. Após 2 horas, a paciente refere intensificação da dor abdominal com o seguinte exame clínico regular estado geral; corada; hidratada; afebril; PA: 150 x 90 mmHg; abdome muito doloroso à palpação em hipogastro; dinâmica uterina: 4 contrações/10 minutos; BCF: 119 bpm; altura uterina: 36 cm; tônus uterino discretamente aumentado. Ao toque vaginal: colo médio, medianizado, pérvio 3 cm. A cardiotocografia neste momento foi classificada como categoria 2. Qual é a conduta? 

Alternativas

  1. A) Tocólise com beta-agonista e betametasona intramuscular.
  2. B) Condução de trabalho de parto e cardiotocografia contínua. 
  3. C) Amniotomia e cesárea segmentar transversa. 
  4. D) Sulfato de magnésio e cesárea segmentar transversa. 

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