HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Gestante de 30 anos, com idade gestacional de 34 semanas e 2 dias, procura atendimento por sangramento vaginal moderado com 2 h de evolução associado a cólicas abdominais. Ao exame observa-se PA de 170x 100 mmHg, frequência cardíaca materna de 108 bpm, frequência cardíaca fetal de 100 bpm, hipertonia uterina, dilatação cervical de 2 cm, feto com apresentação alta e bolsa amniótica íntegra. Qual a melhor conduta ante o caso exposto?
DPP + sofrimento fetal agudo (bradicardia) + hipertensão = Cesariana de emergência.
O quadro clínico (sangramento, dor abdominal, hipertonia uterina, hipertensão e, crucialmente, bradicardia fetal) é altamente sugestivo de descolamento prematuro de placenta (DPP) com sofrimento fetal agudo. A bradicardia fetal indica uma emergência que exige interrupção imediata da gestação.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre e está associado a alta morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de sangramento vaginal (geralmente escuro), dor abdominal súbita e intensa, e hipertonia uterina ("útero em tábua"). A cardiotocografia é fundamental para avaliar o bem-estar fetal, e a presença de bradicardia fetal ou padrões não tranquilizadores indica sofrimento fetal agudo. A ultrassonografia pode auxiliar, mas um exame normal não exclui o diagnóstico. A conduta depende da idade gestacional, da gravidade do descolamento e do estado materno-fetal. Em casos de DPP grave com sofrimento fetal agudo, como o descrito na questão (bradicardia fetal, hipertonia uterina, sangramento e hipertensão materna), a cesariana de emergência é a melhor conduta para salvar a vida do feto. A estabilização hemodinâmica materna e o manejo da coagulopatia (se presente) são cruciais.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero "em tábua") e, em casos graves, sofrimento fetal ou óbito fetal.
A bradicardia fetal indica hipóxia grave e sofrimento fetal agudo devido à interrupção do fluxo sanguíneo e troca gasosa entre mãe e feto, exigindo intervenção imediata para evitar sequelas neurológicas ou óbito.
A conduta inicial é a estabilização materna, avaliação rápida do bem-estar fetal e, se houver sofrimento fetal agudo, a interrupção imediata da gestação, geralmente por cesariana de emergência.
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