Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Qual é o tratamento obstétrico mais indicado para o Descolamento Prematuro da Placenta (D.P.P.) com feto vivo?
DPP com feto vivo → Cesariana de emergência para salvar mãe e feto.
O Descolamento Prematuro da Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave. Com feto vivo, a prioridade é o parto imediato para evitar sofrimento fetal e complicações maternas, sendo a cesariana a via mais rápida e segura.
O Descolamento Prematuro da Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal, com incidência variando de 0,5% a 1,5% das gestações. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. O quadro clínico clássico envolve sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina ('útero em tábua') e, frequentemente, sinais de sofrimento fetal. O diagnóstico é clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar, mas não exclui o DPP. A prioridade é a avaliação rápida do bem-estar fetal e do estado hemodinâmico materno. Quando o feto está vivo e viável, a conduta mais indicada é a cesariana de emergência. Esta via de parto permite a resolução imediata da gestação, minimizando o tempo de exposição do feto à hipóxia e reduzindo o risco de complicações maternas graves, como choque hipovolêmico e coagulopatia de consumo (CIVD). A reposição volêmica e o suporte hemodinâmico materno devem ser iniciados concomitantemente.
Os sintomas clássicos incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua') e, em casos graves, sinais de sofrimento fetal ou choque hipovolêmico materno.
A cesariana de emergência permite a resolução rápida da gestação, minimizando o tempo de sofrimento fetal e o risco de hipóxia, além de controlar a hemorragia materna e prevenir complicações como coagulopatia.
As complicações maternas incluem hemorragia maciça, choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (CIVD), insuficiência renal aguda e, em casos extremos, histerectomia ou óbito.
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