CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente 35 anos, 34 semanas de gestação da entrada na emergência referindo dor abdominal intensa, súbita e sangramento vaginal escuro. Ao exame apresenta-se taquicardia, hipotensa, hipocorada, hipertonia uterina, bcf: 110bpm. A principal hipótese diagnóstica para esse quadro é:
Dor súbita + sangramento escuro + hipertonia uterina + sofrimento fetal = Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, hipertonia uterina e sinais de sofrimento fetal, podendo levar a choque hipovolêmico materno.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação total ou parcial da placenta normalmente inserida após a 20ª semana de gestação e antes do nascimento do feto. Sua incidência varia, mas é uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. O quadro clínico clássico do DPP inclui dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de coloração escura (devido à retenção de sangue retroplacentário), hipertonia uterina ("útero em tábua") e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou taquicardia fetal. A paciente pode apresentar sinais de choque hipovolêmico, como taquicardia e hipotensão, devido à hemorragia. O diagnóstico é essencialmente clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar na visualização do hematoma retroplacentário. A conduta é a interrupção imediata da gestação, geralmente por cesariana, após estabilização hemodinâmica materna. O prognóstico materno e fetal depende da gravidade do descolamento e da rapidez da intervenção.
Os principais sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, hipertonia uterina (útero endurecido) e sinais de sofrimento fetal, como alteração da frequência cardíaca fetal.
O DPP se manifesta com dor abdominal intensa, sangramento escuro e hipertonia uterina, enquanto a placenta prévia tipicamente apresenta sangramento vaginal vermelho vivo, indolor e sem hipertonia uterina.
As complicações maternas incluem choque hipovolêmico, coagulopatia e insuficiência renal. Para o feto, as complicações são sofrimento fetal agudo, hipóxia, prematuridade e óbito.
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