PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Gestante de 30 anos, GAP3A0, com 34 semanas de amenorreia, usuária de drogas, sem pré-natal. Queixa-se de dor abdominal de forte intensidade, de início súbito, seguida de sangramento vaginal em pequena quantidade. Exame obstétrico: altura uterina = 32 cm, dor a palpação de abdome, tônus uterino aumentado, batimentos cardíacos fetais = 180bpm. Exame especular: sangramento escuro em média quantidade fluindo pelo colo uterino. A hipótese diagnóstica é:
Dor abdominal súbita + sangramento escuro + útero hipertônico + taquicardia fetal → Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto. Manifesta-se com dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro, útero hipertônico e, frequentemente, sofrimento fetal (taquicardia, bradicardia ou ausência de BCF). Fatores de risco incluem hipertensão, trauma e uso de drogas.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, definida pela separação da placenta da parede uterina após a 20ª semana de gestação e antes do nascimento do feto. É uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre, com alta morbimortalidade materna e perinatal. A condição é mais comum em gestantes com hipertensão, trauma abdominal ou uso de substâncias como cocaína. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos sanguíneos na decídua basal, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação da placenta. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (geralmente escuro, pois o sangue fica retido), útero hipertônico e doloroso à palpação, e sinais de sofrimento fetal (taquicardia, bradicardia ou ausência de batimentos cardíacos fetais). A taquicardia fetal (BCF 180 bpm) é um sinal de sofrimento. O diagnóstico é clínico e a ultrassonografia pode auxiliar, mas não exclui o DPP. A conduta imediata é a estabilização hemodinâmica da mãe, com reposição volêmica e transfusão sanguínea se necessário. A interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, é a medida mais indicada para salvar a vida do feto e prevenir complicações maternas como coagulopatia de consumo (CIVD) e insuficiência renal aguda.
Fatores de risco incluem hipertensão arterial (crônica ou pré-eclâmpsia), trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína, multiparidade, idade materna avançada e história prévia de DPP.
O DPP cursa com dor abdominal intensa, sangramento escuro e útero hipertônico, enquanto a placenta prévia causa sangramento indolor, vermelho vivo e útero de tônus normal.
A conduta é a estabilização hemodinâmica materna, monitoramento fetal contínuo e, na maioria dos casos, interrupção imediata da gestação por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal e coagulopatia materna.
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