Descolamento Prematuro de Placenta: Diagnóstico e Manejo Urgente

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020

Enunciado

Gestante 33 anos, G4P3 A0 , pré natal com evolução normal até 32 semanas. Dá entrada na Maternidade da Santa Casa de Alfenas com quadro de dor abdominal intensa, contínua. Ao exame: hipocorada , anictérica, acianótica, RCR 2T, FC 110 bpm, PA 150/100 mmHg, BCF 90bpm. Abdome gravídico hipertônico. Especular com presença de sangramento vermelho vivo em moderada quantidade. Este é um quadro compatível com:

Alternativas

  1. A) Placenta Prévia Total
  2. B) Descolamento prematuro de placenta
  3. C) Rotura uterina
  4. D) Rotura do seio marginal

Pérola Clínica

Dor abdominal intensa + útero hipertônico + sangramento + sofrimento fetal → Descolamento Prematuro de Placenta.

Resumo-Chave

O quadro clínico apresentado, com dor abdominal intensa e contínua, abdome gravídico hipertônico ("útero em tábua"), sangramento vaginal vermelho vivo e sinais de sofrimento fetal (BCF 90 bpm), além de hipertensão materna, é classicamente compatível com Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). A DPP é uma emergência obstétrica que exige intervenção imediata.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal na segunda metade da gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata e diferenciada. Dentre as causas mais graves, destaca-se o Descolamento Prematuro de Placenta (DPP), uma condição em que a placenta se separa da parede uterina antes do nascimento do feto. Esta condição é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, sendo crucial o reconhecimento precoce de seus sinais e sintomas. O quadro clínico clássico do DPP inclui dor abdominal intensa e contínua, sangramento vaginal (que pode ser externo ou oculto), hipertonia uterina (útero "em tábua"), e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou taquicardia fetal, ou ausência de batimentos cardíacos fetais. Fatores de risco como hipertensão arterial (pré-eclâmpsia ou hipertensão crônica) estão fortemente associados ao DPP. O diagnóstico é eminentemente clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar na exclusão de placenta prévia e, ocasionalmente, visualizar o hematoma retroplacentário. A conduta é uma emergência, visando a estabilização hemodinâmica materna e a resolução da gestação, geralmente por cesariana, para minimizar os riscos de hipóxia fetal e coagulopatia materna (CIVD). O prognóstico depende da extensão do descolamento e da rapidez da intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o descolamento prematuro de placenta?

Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial (crônica ou pré-eclâmpsia), trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína, idade materna avançada, multiparidade e história prévia de DPP.

Como diferenciar descolamento prematuro de placenta de placenta prévia?

O DPP cursa com dor abdominal intensa, útero hipertônico e sofrimento fetal, enquanto a placenta prévia geralmente apresenta sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e sem hipertonia uterina.

Qual a conduta inicial frente à suspeita de descolamento prematuro de placenta?

A conduta inicial é estabilização materna (acesso venoso, monitorização, hidratação), avaliação fetal imediata e, na maioria dos casos, resolução da gestação por via cesariana devido ao risco materno-fetal.

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