HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Gestante de 30 anos, com idade gestacional de 34 semanas, procura atendimento por sangramento vaginal moderado com 2 h de evolução associado a cólicas abdominais. Ao exame observa-se PA de 170x 100 mmHg, frequência cardíaca materna de 110 bpm, frequência cardíaca fetal de 100 bpm, hipertonia uterina, dilatação cervical de 2 cm, feto com apresentação alta e bolsa amniótica integra. Qual a melhor conduta ante o caso exposto?
DPP com sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal) e hipertonia uterina → Cesariana de emergência após amniotomia.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada por sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina. A presença de bradicardia fetal indica sofrimento fetal agudo, exigindo interrupção imediata da gestação. A amniotomia pode ser realizada para diminuir a pressão intrauterina e acelerar o parto, mas a cesariana de emergência é a via preferencial quando há comprometimento fetal.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após 20 semanas de gestação. É uma emergência obstétrica grave, com alta morbimortalidade materna e fetal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial (como a pré-eclâmpsia neste caso), trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína e DPP prévio. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos deciduais, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação. Clinicamente, o DPP se manifesta por sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua', doloroso à palpação) e sinais de sofrimento fetal, como alterações na frequência cardíaca fetal (bradicardia, desacelerações tardias). A pré-eclâmpsia grave (PA de 170x100 mmHg) é um fator de risco importante e agrava o quadro. A conduta no DPP depende da gravidade do descolamento, da idade gestacional e das condições maternas e fetais. Na presença de sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal de 100 bpm) e hipertonia uterina, a interrupção imediata da gestação é imperativa. A amniotomia pode ser realizada para reduzir a pressão intrauterina e, teoricamente, diminuir a passagem de tromboplastina para a circulação materna, mas a via de parto preferencial é a cesariana de emergência para garantir a rápida extração fetal e minimizar riscos.
Os sinais incluem sangramento vaginal, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), e sinais de sofrimento fetal como bradicardia ou alterações na cardiotocografia, frequentemente associados a fatores de risco como hipertensão.
A cesariana de emergência é a via mais rápida para resolver o sofrimento fetal agudo e evitar complicações graves para o feto e a mãe, como hipóxia fetal e coagulopatia materna, garantindo a segurança de ambos.
A amniotomia pode ser realizada para diminuir a pressão intrauterina, reduzir a infiltração de tromboplastina no sangue materno e, em alguns casos, acelerar o parto vaginal, mas não substitui a cesariana em caso de sofrimento fetal agudo.
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