UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Uma mulher de 35 anos apresenta sangramento vaginal vermelho-vivo com 30 semanas de gestação. O rastreamento da urina é positivo para drogas. Qual das alternativas seguintes provavelmente está presente no rastreamento para drogas?
Uso de cocaína na gestação → alto risco de descolamento prematuro de placenta (DPP) e sangramento vaginal.
A cocaína é um potente vasoconstritor que pode causar isquemia placentária e descolamento prematuro de placenta (DPP), uma das causas mais graves de sangramento vaginal no terceiro trimestre, associada a alta morbimortalidade materno-fetal.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto. Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre, com alta morbimortalidade materno-fetal. O uso de drogas ilícitas, especialmente cocaína, é um fator de risco bem estabelecido. A cocaína atua como um potente vasoconstritor, causando espasmo das arteríolas espiraladas e isquemia placentária, o que pode levar ao descolamento. Além disso, o uso de cocaína está associado a pré-eclâmpsia, que por si só é um fator de risco para DPP. A suspeita clínica deve ser alta em gestantes com sangramento vaginal e histórico ou rastreamento positivo para drogas. O manejo do DPP envolve estabilização hemodinâmica materna, monitoramento fetal e, frequentemente, parto de emergência, dependendo da idade gestacional e da gravidade do quadro. A identificação precoce e a intervenção rápida são cruciais para melhorar os desfechos maternos e neonatais, sendo um tema fundamental para a prática e provas de residência.
O uso de cocaína na gravidez está associado a múltiplos riscos, incluindo descolamento prematuro de placenta, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, pré-eclâmpsia e malformações congênitas.
O DPP se manifesta com sangramento vaginal vermelho-vivo, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina e, em casos graves, sofrimento fetal e choque hipovolêmico materno.
O DPP cursa com sangramento geralmente escuro e dor abdominal intensa, enquanto a placenta prévia tipicamente apresenta sangramento vermelho-vivo indolor, sem hipertonia uterina.
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