IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Gestante de 42 anos, G2P1A0, com 34 semanas e 2 dias de gestação, hipertensa crônica em uso de metildopa 500mg de 12/12 horas, procurou a maternidade, com quadro de sangramento vaginal iniciado de início súbito. Ao exame físico: PA: 140x90mmHg; tônus uterinos aumentados; BCF: 100bpm; colo centralizado, 100% apagado; 4cm de dilatação; sangramento vaginal vermelho-escuro em moderada quantidade. Levando em consideração a PRINCIPAL hipótese diagnosticada, o melhor método para o diagnóstico é:
DPP → sangramento vermelho-escuro, dor súbita, útero hipertônico, sofrimento fetal. Diagnóstico é clínico.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica com diagnóstico eminentemente clínico, baseado na tríade clássica de sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e útero hipertônico, frequentemente associado a sofrimento fetal. A ultrassonografia pode ser útil para excluir outras causas, mas não é essencial para o diagnóstico de DPP.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal. A condição é frequentemente associada a fatores de risco como hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, trauma abdominal e tabagismo. O diagnóstico do DPP é eminentemente clínico, baseado na tríade clássica de sangramento vaginal de coloração escura, dor abdominal súbita e intensa, e hipertonia uterina (útero "em tábua"). A bradicardia fetal ou outras alterações na cardiotocografia indicam sofrimento fetal agudo, reforçando a suspeita. A ultrassonografia pode ser útil para excluir placenta prévia, mas sua sensibilidade para detectar o descolamento em si é limitada, e um resultado negativo não exclui o diagnóstico. Diante da suspeita clínica de DPP, a conduta deve ser imediata, visando a estabilização materna e o parto rápido, geralmente por cesariana, especialmente se houver sofrimento fetal. A espera por exames complementares pode atrasar a intervenção e piorar o prognóstico materno-fetal. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial para a tomada de decisão rápida e eficaz.
Os sinais clássicos do DPP incluem sangramento vaginal de coloração vermelho-escura, dor abdominal súbita e intensa, e útero com tônus aumentado (hipertonia uterina), frequentemente acompanhados de sofrimento fetal.
O diagnóstico do DPP é clínico porque a apresentação dos sintomas (sangramento, dor, hipertonia uterina, alteração da BCF) é geralmente suficiente para a suspeita e conduta imediata, e a ultrassonografia pode não detectar o descolamento em todos os casos.
Fatores de risco incluem hipertensão arterial (crônica ou gestacional), pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína, idade materna avançada e história prévia de DPP.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo