Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020
Gestante com deslocamento prematuro de placenta com óbito fetal, encontra-se estável hemodinamicamente. A altura uterina é de 28cm, o colo é pérvio para 4cm e o sangramento vaginal é discreto. Realizou-se amniotomia. Indica-se cesária se:
DPP + óbito fetal + mãe estável → indução do parto vaginal; cesariana se falha de progressão em 6h.
Em casos de descolamento prematuro de placenta (DPP) com óbito fetal e estabilidade hemodinâmica materna, a via de parto preferencial é a vaginal. A cesariana é indicada se houver falha na progressão do trabalho de parto, geralmente após 6 horas de indução ou amniotomia, para evitar complicações maternas prolongadas.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) com óbito fetal é uma complicação obstétrica grave, mas a conduta deve priorizar a segurança materna. Se a gestante estiver hemodinamicamente estável, a via de parto preferencial é a vaginal, pois a cesariana, sendo um procedimento cirúrgico maior, acarreta riscos adicionais para a mãe sem benefício para o feto já em óbito. A indução do trabalho de parto, muitas vezes com amniotomia e ocitocina, é a estratégia inicial. A monitorização da progressão do parto é crucial. A indicação de cesariana surge quando há falha na progressão do trabalho de parto vaginal após um período razoável, geralmente definido como 6 horas após a amniotomia ou início da indução, ou se houver deterioração do quadro materno. É fundamental avaliar continuamente o estado hemodinâmico da mãe e a presença de coagulopatia, que pode se desenvolver após o óbito fetal prolongado. A decisão pela cesariana deve ser baseada em critérios maternos, como falha de progressão do parto, sangramento incontrolável ou sinais de coagulopatia que contraindiquem o parto vaginal.
A via de parto preferencial é a vaginal, desde que a gestante esteja hemodinamicamente estável e não haja contraindicações obstétricas para o parto vaginal. A indução do parto é o método mais comum.
A cesariana é uma cirurgia de grande porte que aumenta os riscos maternos (hemorragia, infecção, trombose) sem benefício fetal, uma vez que o feto já está em óbito. A via vaginal é mais segura para a mãe nesses casos.
As principais complicações maternas incluem hemorragia, coagulopatia de consumo (CID), insuficiência renal aguda e, em casos graves, choque hipovolêmico. O manejo adequado visa prevenir essas complicações.
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