Descolamento Prematuro de Placenta: Diagnóstico Clínico

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

O diagnóstico do Descolamento Prematuro de Placenta deve ser feito a partir de:

Alternativas

  1. A) Anamnese e exame clínico obstétrico
  2. B) Ultrassonografia obstétrica e dosagem de fibrinogênio sérico
  3. C) Ressonância magnética da placenta e dosagem de fibrinogênio sérico
  4. D) Ultrassonografia obstétrica e exame histopatológico da placenta
  5. E) Anamnese, ultrassonografia e exame histopatológico da placenta

Pérola Clínica

Diagnóstico de DPP é essencialmente clínico: sangramento vaginal, dor abdominal, hipertonia uterina e sofrimento fetal.

Resumo-Chave

O diagnóstico do Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é primariamente clínico, baseado na anamnese (sangramento vaginal, dor abdominal súbita e intensa) e no exame físico obstétrico (hipertonia uterina, útero lenhoso, alterações da vitalidade fetal). A ultrassonografia pode auxiliar, mas sua sensibilidade é limitada e não exclui o diagnóstico.

Contexto Educacional

O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de sangramento do terceiro trimestre e está associada a alta morbimortalidade materna e perinatal. A compreensão do seu diagnóstico é crucial para um manejo rápido e eficaz. O diagnóstico do DPP é, fundamentalmente, clínico. Baseia-se na tríade clássica de sangramento vaginal (geralmente escuro, mas pode ser ausente em descolamentos ocultos), dor abdominal súbita e intensa, e hipertonia uterina (útero 'em tábua', doloroso à palpação). A anamnese detalhada, buscando fatores de risco como hipertensão arterial, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína e DPP prévio, é essencial. O exame clínico obstétrico, avaliando a presença de sangramento, a consistência uterina e a vitalidade fetal (cardiotocografia), complementa a avaliação. Embora a ultrassonografia obstétrica possa, em alguns casos, identificar o hematoma retroplacentário, sua sensibilidade para o diagnóstico de DPP é baixa (em torno de 25-50%), especialmente em descolamentos pequenos ou recentes. Portanto, um exame ultrassonográfico normal não exclui o diagnóstico de DPP, que deve ser mantido com base na forte suspeita clínica. Outros exames como dosagem de fibrinogênio sérico ou ressonância magnética podem ser úteis em casos específicos ou para avaliar complicações, mas não são a base do diagnóstico inicial. O exame histopatológico da placenta é um diagnóstico de certeza, mas é feito apenas após o parto, não sendo útil para o manejo agudo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos do Descolamento Prematuro de Placenta?

Os sinais e sintomas clássicos incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), e sinais de sofrimento fetal, como alterações na frequência cardíaca fetal.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico do DPP?

A ultrassonografia pode identificar o hematoma retroplacentário em alguns casos, mas sua sensibilidade é limitada (cerca de 25-50%). Um ultrassom normal não exclui o diagnóstico de DPP, que permanece sendo clínico.

Como diferenciar DPP de placenta prévia?

O DPP geralmente apresenta dor abdominal intensa e útero hipertonia, com sangramento escuro. A placenta prévia, por outro lado, tipicamente causa sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e sem hipertonia uterina, sendo o diagnóstico confirmado por ultrassonografia.

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