Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021
Gestante de 38 semanas comparece à emergência referindo rompimento de bolsa amniótica há 1 hora, cursando com saída de grande quantidade de líquido amniótico claro com grumos. Durante o atendimento, passa a apresentar tetania uterina e sangramento vaginal de moderada quantidade e bradicardia fetal. O diagnóstico mais provável no momento é
DPP → tetania uterina + sangramento + bradicardia fetal após rotura de bolsa.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto. A tetania uterina, sangramento vaginal e bradicardia fetal são sinais clássicos de sofrimento fetal agudo e hemorragia, indicando a necessidade de intervenção imediata.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma complicação grave da gestação, definida pela separação da placenta da parede uterina após a 20ª semana de gestação e antes do nascimento do feto. Sua incidência varia de 0,4% a 1% das gestações, sendo uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre e morbimortalidade materna e perinatal. A compreensão de seus sinais e manejo é crucial para o residente. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos sanguíneos na decídua basal, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína e polidramnio. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na tríade clássica de sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina, frequentemente acompanhada de sofrimento fetal. O tratamento do DPP é uma emergência obstétrica e visa estabilizar a mãe e realizar o parto o mais rápido possível, geralmente por cesariana, especialmente se houver comprometimento fetal ou instabilidade materna. A conduta expectante é rara e restrita a casos de descolamento mínimo, feto imaturo e ausência de sofrimento fetal. A monitorização contínua da mãe e do feto é essencial para detectar piora e intervir prontamente.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal, dor abdominal súbita e intensa, tetania uterina (útero "em tábua"), e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica materna, monitorização fetal contínua e avaliação rápida para parto de emergência, geralmente cesariana, devido ao risco materno-fetal.
O DPP é caracterizado por dor intensa e tetania uterina, diferentemente da placenta prévia, que cursa com sangramento indolor. A ultrassonografia pode auxiliar, mas o diagnóstico é predominantemente clínico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo