SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Paciente de 34 anos, GII PI 1C (há 5 anos) A0, IG 34 semanas. Deu entrada do PSO com queixa de dor abdo- minal de início súbito e sangramento vaginal em moderada quantidade vermelho escuro. Ao exame físico/obstétrico: PA 150 x 100 mmHg, BCF 120 bpm, DU ausente, tônus uterino aumentado, dor à descompressão brusca negati- va. Especular: moderada quantidade de sangue vermelho escuro coletado em conduto vaginal, associado a coágu- los. Frente ao caso, assinale a alternativa que representa o diagnóstico e a conduta adequados.
DPP: dor súbita + sangramento escuro + hipertonia uterina + sofrimento fetal → Cesárea de emergência.
O descolamento prematuro de placenta é uma emergência obstétrica caracterizada por sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina, frequentemente associado à hipertensão. A conduta é cesárea de emergência devido ao risco de sofrimento fetal e coagulopatia materna.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial (como pré-eclâmpsia), trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína e multiparidade. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos deciduais, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação. Clinicamente, manifesta-se por dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de cor vermelho escuro (que pode ser oculto), hipertonia uterina ("útero em tábua") e sinais de sofrimento fetal, como alterações na cardiotocografia. O diagnóstico é clínico, embora o ultrassom possa auxiliar na visualização do hematoma, mas sua ausência não exclui o diagnóstico. A conduta é uma emergência e visa estabilizar a mãe e o feto. Em casos de DPP grave com feto vivo e viável, a cesárea de emergência é a via de parto preferencial para evitar a progressão do sofrimento fetal e complicações maternas como coagulopatia de consumo (CID) e útero de Couvelaire. O manejo inclui monitoramento hemodinâmico materno, reposição volêmica e transfusão sanguínea, se necessário.
Os principais sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de cor vermelho escuro, hipertonia uterina e sinais de sofrimento fetal.
A conduta inicial é estabilização materna, monitoramento fetal e, na maioria dos casos, cesárea de emergência devido ao risco de hipóxia fetal e coagulopatia materna.
O DPP cursa com dor, sangramento escuro e útero hipertonia, enquanto a placenta prévia apresenta sangramento vermelho vivo, indolor e útero normotônico.
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